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10 de julho de 2014

Para não esquecer ...

2014, copa do mundo no Brasil.

Eu acompanhando de longe, querendo estar no Brasil para viver o clima de festa da copa de 94 que guardei na memória.

Depois do primeiro jogo do Brasil contra a Croácia, com penalti roubado, achei que o Brasil não seria campeão. Confiava neles até a chegada nas quartas de final, mas tinha dúvidas se passariam dela.

Jogaram bonito e com garra contra a Colômbia até que Thiago Silva fez uma falta burra e estava desqualificado da semi-final e até que Neymar quebrasse as costas.

Isso foi suficiente para minimizar as esperanças de uma vitória na semi-final contra a Alemanha, que desde o início vem jogando bem e teve todas as vitórias.

Como tinham melhorado no último jogo, achei que o Brasil teria alguma esperança de ganhar, vai que bate ...

No dia do jogo eu estava super anciosa, meu nacionalismo apagado pelos anos no exterior ressurgiu, me vesti de verde-amarelo, superstições antigas vieram à tona, cantei alto o hino, gritei “Vai Brasil” e estava de torcer para o país que eu abandonei.

Nos primeiros minutos do jogo os brasileiros tentaram marcar algum gol, mas não conseguiram finalizar. Pouco depois a Alemanha cobra um escanteio e voilà o primeiro gol de cabeça da Alemanha.

Hum, pensei que seria difícil recuperar o gol, a França saira da copa na mesma configuração.

De repente, o segundo gol alemão saiu. Putz, agora sim iria ser complicado, geralmente os jogadores brasileiros têm cabeça fraca e se deixam abalar pela emoção. Porém, ainda estávamos nos 22 primeiros minutos do jogo, ainda tinha tempo de reverter a situação.

Apenas dois minutos depois, a casa começou a cair, desmoronar. Terceiro gol de Kross, quarto gol de Kross (não, não é um replay), quinto do Khedira num espaço de 4 minutos !

Não vou conseguir descrever a sensação do momento, mas foi um sentimento de desespero, de fim, de vazio, de desamparo. Não era possível o que estava acontecendo ? Como assim 4 gols em 6 minutos ? Agora ferrou tudo, acabou. E o pior, estamos sendo humilhados.

Os alemães estavam felizes, rindo da goleada. A brasileirada chorando, sem reação, um buraco se abrira no chão. 5x0 em 30 minutos de jogo! O que vai ser dos outros 60 minutos?

Sinceramente, eu acho que durante a pausa a Fifa deve ter ligado para o técnico alemão para pedir e-n-c-a-r-e-c-i-d-a-m-e-n-t-e (não resisti em escrever como no Dom Quixote) para não marcarem mais gols. No segundo tempo eles deixavam o Brasil avançar mais e não concluiram alguns passes que podiam render em mais humilhação.

Eu só gostaria que o placar não aumentasse mais, para a vergonha do dia seguinte ser menor. Já não basta eu aguentar o « Et 1, et 2, et 3 zéro » dos franceses, agora é o povo me mandando mensagem dizendo que a França perdeu com mais dignidade. Merci Brasil ! Love you !

Porém, não temos tudo o que queremos e no segundo tempo mais dois gols passam pelas mãos de alface do Júlio César.

A partir do sexto gol, foi rir para não chorar, tão surreal. Veio o sétimo e as apostas sobre o número final de gols só aumentavam. Para salvar o que restava da honra brasileira, a Seleção fez um gol nos últimos minutos.

Para finalizar o relato desse fracasso, ao qual inúmeros adjetivos podem ser atribuídos, deixo uma frase das manchetes francesas : « 7-1 croyable » (sept un croyable – é inacreditável) !


Ah, e parabéns pelo show Alemanha …

Fonte: Le Monde - 09/07/2014

1 de janeiro de 2014

2014

… mais um ano que começa.
… momento de rever o que não deu certo, o que não foi cumprido.
… ocasião para determinar novos objetivos.
… aproveitar a vida como se não houvesse amanhã, a vida é tão frágil.
… viver mais leve, se libertar do material.
… se aproximar das pessoas que realmente contam na vida.
… definir as verdadeiras prioridades.
… dar mais valor às pequenas coisas do quotidiano.
… que o tempo avance devagar.


Feliz Ano Novo !!!

24 de dezembro de 2013

Feliz Natal!!!

O Natal está chegando e esse ano, ao invés de colocar fotos de decoração de Natal, resolvi vasculhar minhas fotos e fazer uma retrospectiva dos últimos dez Natais.


 2003 – foi o primeiro Natal que passei longe da família. Senti falta da ceia, da troca de presentes, da casa cheia, da barulheira e até das brigas.
Minha ceia de Natal foi um pedaço de pizza, preparado sem muito carinho, pois queriam fechar logo o restaurante.
A parte surpreendente foi que eu consegui um ingresso para entrar na missa do galo do Vaticano. Vi o papa, vi um mundo de gente, foi emocionante, inesquecível.



2004 – segundo Natal fora de casa. No anterior a festa não poderia ter sido mais natalina, então para contrabalancar, passei o Natal na Turquia, país muçulmano que não comemora a festa cristã.
Não havia decoração nenhuma, era um dia como outro qualquer.
Para não passar a data em branco, fomos atrás de um mercadinho (turco!) e compramos uma garrafa de vinho na ilegalidade (lá não se vende alcool abertamente).
Passei a virada olhando para o estreito de Bósforo.

2005 – de volta à terra tupiniquim, festejei Natal com minha família e matei a saudade de todas as tradições. Muita comida, presentes, barulheira e familia!! 


2006 – ainda em casa, fizémos nosso tradicional Noel. Minha irmã tinha plantado um pinhão num vaso. Ele cresceu e virou nossa árvore de Natal …

2007 – voltei para a França e os Natais longe da família recomeçaram. Na medida do possivel tentava juntar os brasileiros que não tinham com quem festejar a data. O frio de fora só dava vontade de comer raclette … hum

 2008 – Mais um Natal francês, com direito à fois gras !
Aqui na França é tradição comer fois gras (figado de pato/ganso) no Natal. Eles também comem ostras, peru, buche (doce tipico da época), ...

2009 – reuni uns brasileiros sem família e refizemos a comemoração em casa com direito a muito mais fois gras.

2010 – nem comemorei Natal esse ano. No dia 25 partimos de viagem e só vi Papai Noel no aeroporto. Aliás, passei o dia no aeroporto por causa da neve …

2011 – comemoramos a ocasião com outros amigos brasileiros, a ceia foi muito bem preparada e tudo estava uma delícia. Tivemos direito à carne de javali e sobremesa sueca ( a casinha de biscoitos de gengibre).

2012 – Natal com metade da família, comendo bem e dando boas risadas.
Esqueci de tirar fotos da ceia, so tenho as fotos do aperitivo ... 


2013 – atualizo depois que voltar das férias!!


Feliz Natal para todos !!!

20 de maio de 2013

Indignação


Eu sei que é tarde para eu comentar sobre esse assunto, mas preciso falar sobre minha indignação.

Hoje estava arrumando uns arquivos antigos do computador e me deparei com um guia da nova ortografia da lingua portuguesa.

O guia já data de 2008 (sim o tempo passa), mas ele continua me aborrecendo. A maioria das regras de acentuação que eu penei para aprender e para utilizar corretamentamente foram extintas.

Na verdade, o fato de eu não ter acento agudo no teclado francês calha bem com a nova ortografia, dado que muitas regras de acentuação foram por água abaixo.

E para que tudo isso ? Para emburrecer a língua e se adequar ao povo que não tem força de vontade para estudar e de empregar a língua portuguesa.

Ah, é mais fácil falar errado que fazer esforço para falar direito. Por que eu vou aprender a conjugar verbo direito e acentuar palavras corretamente ? Meus amigos só vão me zoar …

Dizem que a língua é viva e evolui ao longo dos tempos. É verdade que na época de Machado de Assis as palavras eram bem empregadas, pronomes pessoais pronunciados de boca cheia e tudo na maior educação, formalidade e elegância.

Hoje a pessoa não te chama de vosmecê, mas de « cê ». « Qué q’cê tá fazendo ? »
Hoje não importa se tem « menos » ou « menas » gente, o importante é a mensagente passada, pois o mundo anda tão corrido que não dá tempo de pensa rem falar direito. O mais importante é passar a mensagem, num clicar de mouse.

Que as coisas estejam mais modernas, mais conectadas ou mais rápidas a única coisa que eu sei é que sou careta e me incomodo muito com a mudança da ortografia.

Não consigo escrever « vêem » sem o circunflexo, nem “lingüiça” et « cinqüenta » sem o trema. Muito menos “pêlo” sem o famoso chapéuzinho ou caracóis sem o agudo !

Talvez um dia eu adira ao mundo da tecnologia e (des)informação e seja mais modernosa. Nesse dia escreverei de acordo com a ortografia em vigor … veremos o que o futuro nos reserva.

31 de dezembro de 2012

Adeus ano velho ... feliz ano novo


Final de ano é assim, todo mundo faz um balanço de como foi o ano, pontos ruins, pontos à melhorar para o ano seguinte.

Eu nunca fiz isso, também nunca fiz promessa. Um ano passa na frente do outro sem que eu fique me lamentando pelo que aconteceu e sem criar muitas expectativas. Acredito que não é preciso um ano chegar ao fim para fazer um balanço da vida, isso nós temos que fazer todos os dias.

Mas desta vez resolvi escrever um post sobre meu ano 2012, pois acredito que seja o melhor ano da minha vida até agora. E coisas boas não podem passar despercebidas.

Como já disse G. Constanza (Seinfeld), 2012 foi “The Year of Chocolatine” (O ano da Chocolatine).

2012 foi um ano leve. No começo do ano eu terminei meu mestrado e um peso enorme saiu das minhas costas. Me senti leve como uma pluma. Com tempo livre e com um solde de férias enorme para gastar até junho.

 Versailles - 02/2012: Leve como uma pluma.

Conheci 5 países diferentes em 2012 e visitei mais outros 8, sem contar a França. Não teve um único mês em que eu não tivesse viajado. Foi uma loucura, mas uma loucura boa e feliz.

Cambodia - 05/2012: Feliz em Angkor Wat.

Em 2012 aproveitei para cuidar de mim. Coloquei aparelho, aprendi a nadar, tentei reaprender à dirigir, li um monte de livros, comprei mais roupas do que deveria, saí bastante com meus amigos, curti minha família.

Não tive preocupações em 2012, então resolvi mudar de emprego para capitalizar meu mestrado e mudar de ares.

Não sei o que 2013 me reserva, mas vai ser difícil superar 2012! Eu só quero viver leve e feliz!

Para terminar o ano filosofando, gostei de uma frase do Camões: 
“Jamais haverá ano novo se continuar a copiar os erros dos anos velhos”.

Que 2013 venha de vento em popa!! 

Paris - 07/2010: Fogos do 14 de julho na torre.

20 de agosto de 2012

Devaneios

Tempo é uma coisa que às vezes eu queria ter em dobro, triplo, mas às vezes gostaria de ter metade, um terço.
Explicação: gostaria de ter mais tempo para viajar, cuidar de mim, fazer uma atividade, sair com amigos, ficar com a família. Porém gostaria de ter menos tempo não otimizado no transporte, no trabalho, no supermercado, nas administrações públicas e por aí vai.

Por exemplo, agora eu gostaria que o meu dia de trabalho fosse dividido em dez. Gostaria de ter a cara dura de voltar para casa às 14h da tarde! Há uma hora eu olhei para o relógio e era 13h30. Li vários artigos na Internet, apaguei e-mails velhos, limpei pastas antigas. Só passou uma hora e agora me deparo com tempo de trabalho livre, em chômage technique (desemprego técnico – quer dizer que você não tem trabalho para fazer e tourne les pouces, roda os dedões, enquanto você espera serviço chegar).

Odeio chômage technique, sempre tenho sensação de tempo perdido, não otimizado. Poderia fazer as soldes (liquidação), passar roupa, preparar um bolinho, assistir seriado/filme, mas não, tenho que ficar à toa, olhando para a tela do computador ou dando voltinha entre o banheiro e a cafeteria.

Por que quando eu faço algo legal o tempo passa rápido? Por que agora o tempo não passa rápido e o fim do dia não chega logo?
É exatamente nessas situações que eu consigo entender a teoria de relatividade (divagação totaaaaal – só para clarificar, não fumei nem bebi nada, sou pisciana e dizem que este signo gosta de devanear). O mesmo tempo “passa mais rápido” ou “passa mais devagar” de acordo com o referencial.
Não é preciso viajar na velocidade da luz para descobrir isso, é só sentir o gostinho da vida moderna onde laze (eu traduzo como ócio) é perda de tempo, onde time is money (tempo é dinheiro) e não pode ser desperdiçado.

Outro dia estava discutindo com uma amiga e estávamos comentando quanto tempo fazia que não sentávamos num sofá e ficávamos vendo a vida passar. Sem fazer nada, só olhando para o teto, parede, vendo as moscas passarem.

Sim faz muito tempo que eu não faço “nada”. Sempre tenho essa ânsia de aproveitar/otimizar ao máximo meu precioso tempo. E como disse minha amiga, no final a gente nem dorme direito, pois quando você deita na cama, mil coisas passam pela cabeça. Esse é o único momento em que paramos para pensar, deixar a cachola se exprimir.

Se nós nos dessemos tempo para fazer “nada” e ficar parado refletindo, talvez dormiríamos melhor (menos insônia), resolveríamos melhor nossos problemas, tomaríamos decisões mais certeiras, lembraríamos mais que somos seres humanos que pensam.

Outro dia li um artigo de um psicólogo ou filósofo, dizendo que a geração petite poucette (pequeno polegar, pois hoje tudo é feito com um clique, um escorregar de dedo – ótimo artigo de Michel Serres sobre a nova geração confrontada às technologias do momento : http://www.liberation.fr/culture/01012357658-petite-poucette-la-generation-mutante) precisa pensar mais.

O mundo moderno, esta época que aqui vivemos, está inundada de informações e novas tecnologias. Não paramos nunca, às vezes por vontade própria, pois queremos fazer o máximo de coisas possíveis, às vezes porque o mundo que nos rodeia nos distrai o tempo todo com mil e uma informações. Esse profissional disse que o ideal é parar e pensar por horas numa semana. O ato de “pensar” ajuda a regular estresse, a argumentar, a melhorar o intelecto, a criatividade, a ser uma pessoa mais estável (menos apavorada, anciosa), etc.
Ele também dizia que os grandes pensadores, matemáticos, filósofos, inventores de séculos atràs, passavam boa parte do tempo deles pensando, observando, vendo a vida passar.

Talvez deveríamos incluir esse “matar tempo” na nossa agenda de atividades diária e quem sabe a correria desenfreada (essa é a sensação que tenho todos os dias) de transporte-trabalho-cama (expressão traduzida da frances: metro-boulot-dodo-metro-boulot-dodo-metro ... ad infinitum) se acalme um pouco.

Depois desse devaneio acho que vou aproveitar o marasmo para “pensar em nada”, antes que meu chefe venha me perguntar (leia encher o saco) algo.









14 de fevereiro de 2012

Acabou ...

Há alguns meses (dia 24/11/11 para ser mais precisa) eu entreguei meu mémoire (TCC, TFE, MDT, PQP ...), a ultima coisa que faltava para eu terminar os dois anos intermináveis de mestrado em mercado financeiro.

Eu me segurei para não fazer festa, pois o resultado final só deveria sair em janeiro. Embora eu estivesse confiante com o resultado, só acredito vendo (sou assim como São Tomé, ver para crer).

Eis que o resultado saiu e para minha alegria, fui aprovada!! Dia 07/02 foi minha remise de diplômes (colação de grau) e estou muito feliz por terminado esse mestrado.

Antes de falar da remise e mostrar algumas fotos (não é para ser metida, mas o blog é quase um diário para mim e eu gostaria de guardar essa recodação de alguma forma), para virar essa página da minha história, um balanço sobre esse dois anos de mestrado é necessário. Voilà:

- me senti feliz quando voltei a estudar, ter recreio e conversar com coleguinhas;
- descobri que fazia tempo que eu não me interessava tanto por aulas;
- aprendi muita coisa interessante e minha visão da economia mudou;
- entendo melhor crises, planos econômicos, notação de empresas, mecanismo de inflação, produtos financeiros, tipos de fundo de investimento;
- conheço mais sobre o mercado financeiro das matérias-primas (meu mémoire) e porque o preço do ouro, petróleo e café não param (e não pararão) de aumentar;
- finalmente aprendi probabilidade e estatística e gostei (nossa, essa vai ficar para a vida! Um bom professor faz diferença);
- vi que é difícil conciliar vida pessoal, trabalho e estudos (quase impossível achar um equilíbrio);
- descobri um meio de manter o peso bem baixo (chegando em casa todo dia às 23h para acordar cedo é difícil encher o estômago);
- aulas de sábado de manhã depois são terríveis;
- deixei minha vida social e pessoal de lado (amigos e família, desculpem o sumiço);
- fiz novas amizades;
- espero que esses estudos sejam valorizados no meio currículo/carreira.

No geral o balanço é positivo, mas não sei se faria isso novamente, nesse ritmo tão intenso. De verdade, não é fácil aguentar o tranco de trabalhar + estudar. Sair do trabalho correndo, ir direto para aula, sair correndo da aula para pegar o trem, chegar em casa mega tarde e mal ter tempo de tomar banho e comer para acordar dali 7h e recomeçar tudo de novo. Sem contar final de semana com aulas de sábado pela manhã e trabalhos para preparar e provas para estudar. Beeem cansativo, sobra pouco tempo para si e para família e amigos. 

O que me consola é que eu realmente aprendi coisas interessantes e que por dois anos me senti uma pessoa menos ignorante. Depois que você sai da universidade, sua cabeça esta à mil, vários conhecimentos, idéias, o mundo parace lindo. Quando você começa a trabalhar, todo aquele conhecimento adquirido não é aproveitado à 100%, o que faz ter a idéia de regressão. Pelo menos foi assim que me senti quando acabei meus estudos. Fazer o mestrado fez eu ver que eu ainda tenho capacidade para aprender várias coisas e de botar a cuca para funcionar.


Deixando o balanço de lado, vamos falar em festa. A remise aconteceu numa empresa que cedeu o local para a comissão de formatura (gente aqui na França, as coisas são beeem mais simples e mais baratas, você não começa sua vida profissional endividado por causa da festa de formatura, também não tem bandas de axé na festinha ... a coisa é mais profissional, você vem com seu cartão de visitas e tenta ganhar alguns contatos para trabalhar depois).

A cerimônia começou com uma palestra sobre a crise européia e perspectivas futuras. Essa foi seguida por uma mesa redonda de perguntas/respostas. Depois veio a entrega dos diplomas (eu quase fui a primeira da turma, fiquei na segunda posição, mas ganhei um pacote de livros como recompensa!). E para finalizar um cocktail para trocar os cartões de visita!

Voilà tudo bem simples!

02/2012 - Paris: Colação de grau - conferência.

 02/2012 - Paris: Colação de grau - recebimento do diploma.

24 de janeiro de 2012

Pois o sol toda manhã faz um lindo espetáculo ...

Num desses dias pela manhã o dia não se anunciava chuvoso como nos últimos tempos. Não havia nuvens e a presença do sol seria certa  (oba, mas pena que era dia de trabalho ...).

Quando sai de casa via o crepúsculo no horizonte e aí pensei numa frase do John Lenon que li certa vez: “Quando fizeres algo nobre e belo e ninguém notar, não fique triste. Pois o sol toda manhã faz um lindo espetáculo e no entanto, a maioria da platéia ainda dorme...

Eu pensei na frase não porque eu teria feito algo belo, mas pensei por causa do sol. Eh verdade que o nascer do sol é um espetaculo que muita gente perde todos os dias (ou quando nao esta nublado), alias, o pôr-do-sol também.

Eu adoro acompanhar o nascer e o pôr do sol. Acho maravilhoso o degradé de cores no céu, o reflexo da luz nas nuvens, a luminosidade da paisagem. Para mim até agora são os dois mais bonitos espetáculos da natureza.

Tanto gosto de nascer e pôr do sol que fiz uma seleção das minhas fotos mais queridas nesse quisito.


11/11 - Malta: Valetta no crepusculo.


 06/10 - Paris: Notre Dame no crepusculo.

 01/10 - Londres : Pôr do sol visto do Tamisa.

08/09 - Saint Tropez : Fim do dia.

08/09 - Nice : Vista da cidade no pôr-do-sol.

07/11- Versailles: Pôr-do-sol visto de casa.

07/11- Torre Eiffel: Pôr-do-sol da torre.

 
 07/11 - Paris : Crepusculo visto da Ponte Alexandre III.
 
Deixando as fotos de lado, minhas paisagens preferidas com crepúsculo são (por enquanto):

- nascer do sol visto da Pont d’Alma -> via quase todo dia o nascer do sol na ponte, quando ia para o trabalho de ônibus. Meu dia começava mais feliz.

- nascer do sol visto das estações Val d’Or et Suresnes Mont Valérien com torre Eiffel ao fundo. Tento ver quando o vidro do trem não embaça por causa do frio.


- pôr do sol visto de casa no verão. Dá vontade de fazer o tempo parar só para observar o crepúsculo a noite inteira.

07/11- Versailles: Pôr-do-sol visto de casa. Céu meio esfumaçado.

07/11- Versailles: Pôr-do-sol visto de casa. Muitas nuvens no céu.

07/11- Versailles: Pôr-do-sol.

- pôr do sol de Santorini

08/11 - Santorini : Pôr-do-sol visto de Thira.

08/11 - Santorini : Pôr-do-sol visto de Oia.

08/11 - Santorini : Nascer da lua visto da cratera.
 

Espetáculos da Natureza!!!

30 de dezembro de 2011

Só sei que nadar sei …


Siiimmm agora posso dizer oficialmente que eu sei nadar. Na verdade, faz algumas semanas que eu nado, mas esperei o fim do ano para escrever (assim fecho o ano com chave de ouro).

O professor tinha me prometido que se eu não aprendesse a nadar em 10 aulas (0,5h cada aula), ele faria o curso inteiro de graça. Eu fechei o negócio e posso dizer que na oitava aula eu já estava nadando sem bóia, na piscina grande que nem dá pé!!

Fiquei toda feliz!! Eh gostoso aprender algo novo. Fazia anos que eu queria aprender a nadar (vide post explicativo). Agora fiquei tão motivada que peguei mais 10 aulas para aprender outros tipos de nado, pois por enquanto só sei nadar a brasse (nado de peito).

Eh engraçado, o fato de ter aprendido a nadar me dá a sensação de dever cumprido. Como muitas pessoas, no começo do ano a gente faz um monte de promessas e tem um monte de expectativas. No final as coisas são levadas a sério até o carnaval e depois a maioria vai para o saco.

Eu nunca fui de prometer nada, mas esse ano eu fixei uns objetivos que eu gostaria de atingir. Posso dizer que só tem um que eu não fiz 100%, mas espero completá-lo ano que vem ...

2011 foi um ano proveitoso para mim: terminei meu mestrado, conheci dois novos países, fiz novas amizades, ganhei mais família por perto, aprendi a nadar, mudei de emprego, fiquei menos estressada e cuidei mais de mim.

Espero que 2012 venha com muito mais aventuras, saúde e alegria.

Feliz Ano Novo para todo mundo!!!

13 de outubro de 2011

Só sei que nadar não sei ... por enquanto


Eu sempre gostei de água, quando entro no banho não quero mais sair, quando vou à praia só fico dentro d’água e posso passar o dia inteiro dentro de uma piscina (aquecida de preferência).

Quando eu era pequena eu tenho imagens na minha cabeça de nadar em lago com meu avô e de nadar em rios com meus primos. Também me lembro de ter ido numa escolinha de natação, mas meus pais não lembram de ter me levado ... estranho.

Só sei que, hoje, nadar não sei. Vi muitas águas rolarem antes de decidir que já era hora de aprender a nadar.

Voilà que depois de passar anos invejando todas as pessoas que sabiam nadar, que conseguiam ficar na parte da piscina que não dá pé ou que iam mais para o fundo do mar onde as ondas são melhores, resolvi que era hora de botar a cabeça embaixo d’água.

 
Santorini - 08/2011: Ja nadei de colete salva-vidas aqui e se um dia eu voltar para esse lugar, espero saber nadar!

São Paulo - 04/2011: Não entrei mais que na altura da cintura. Se um dia eu voltar para esse lugar, espero saber nadar!

Me inscrevi num curso de natação e comecei minhas aulas com um maître nageur (a tradução literal é o mestre nadador, ou em outras palavras “o carinha que dá aula de natação”, quando falo maître nageur sinto que ele é como um mestre jedi, me ensinando a arte de nadar!). Os cursos são particulares e são propostos por uma das piscinas municipais francesas. As aulas são de meia hora, ele fica me indicando o que fazer, motiva (parabéns, isso mesmo!). Agora todo mundo conhece meu nome, de tanto que ele gritava!!

A primeira aula foi básica, não aprendi nenhum movimento revolucionário. Porém agora eu sei passar de uma estrela do mar de barriga para cima para uma estrela do mar de barriga para baixo sem deixar água entrar no nariz!!

O maître nageur prometeu que eu vou aprender à nadar em 10 aulas ... veremos. Falarei depois do progresso e direi se virei nadadora artística (acho tão lindas aquelas moças ...).

  Fonte: Google imagens.

Então, aqui na França, as pessoas costumam aprender à nadar desde pequenas. Logo que os bébés nascem, os pais podem levá-los ao que eles chamam de bébé nageur. São aulas específicas para os bébés.
Depois nas escolas, eles têm aula de natação na programação de esporte.

 Bébés nageurs (invejinha deles!). Fonte: acquaform-aubagne.com

Quando algum adulto fala que não sabe nadar, ou ele nasceu na década de 40 ou ele é estrangeiro. No trabalho todo mundo ficou rindo de mim, falando que eu ia aprender a nadar com as vovós ou com as criancinhas!

Apesar de todas as piadas, estou super motivada e contente de aprender a nadar! Espero progredir rapidamente e refazer um post dizendo que eu estou pronta para desbravar piscinas, rios, mares e oceanos ...