12 de janeiro de 2014

Albânia Parte VI: Ksamil, Blue Eye e Kruja

Vou começar o ano terminando a série de posts sobre a Albânia.
Não só de cidades medievais e greco-romanas vivem os albaneses. As praias paradisíacas atraem a maioria dos turistas italianos, gregos e albanses.

Próximo à Saranda, há várias praias e a mais conhecida é a praia de Ksamil. Suas águas são verde claras, há algumas ilhotas próximas à praia e vários kiosques para alimentar o povo.

O lugar era para ser paradisíaco, mas o desenvolvimento turístico albanês sem planejamento, destruiu um pouco da beleza da praia.

Eles construiram digues ao longo da faixa de areia para delimitar a área dos restaurantes e cortaram um ilha ao meio para criar uma praia artificial.

Apesar dessas intervenções ainda dava para aproveitar bem as águas claras e a areia fina.

Ksamil - 08/2013: Praia de Ksamil e ilhas ao fundo. 

Ksamil - 08/2013: Ilha cortada ao fundo, no primeiro momento achei que fosse uma cascata, mas na verdade eles cortaram a ilha ao meio para fazer uma praia artificial!

Ksamil - 08/2013: Praia de Ksamil e digue. 

Ksamil - 08/2013: Praia de Ksamil e aguas cristalinas. 

 Outro ponto turístico da região é o « Blue eye », um lago de água cristalina (e fria) que brota de uma fenda rochosa.

As cores do lago são lindas e atraem os turistas corajosos que desejam tomar um banho de água à 13°C.
Para chegar no local é uma verdadeira aventura. É necessário pegar um ônibus que passa pela rodovia que leva ao lago (direção Gyrokastra) e depois anda-se uns três quilometros embaixo de um sol escaldante.
Foi refrescante (e super frio) entrar no lago depois da caminhada sob o sol de 38°C.

 Blue Eye - 08/2012: Entrada do sitio onde fica a Lagoa Azul.

Blue Eye - 08/2012: Lago alimentado pelo blue eye.

Blue Eye - 08/2012: Blue Eye

Blue Eye - 08/2012: Ponto mais profundo do Blue Eye, de onde brota a agua.

Blue Eye - 08/2012: Lago se formando.

A cidade de Kruja foi nosso último ponto de visita antes de voltar para a França.
É uma cidade que fica à uma hora de Tirana e que tem grande importância histórica. Foi nas terras que o nome do país foi escolhido e ela foi a capital do império fundado por Skanderbeg no século XV.

Kruja - 08/2012: Estatua de Skanderbeg. 

Kruja - 08/2012: Cidade de Kruja e fortalez acima. 

Kruja - 08/2012: Rua de pedras qu leva à cidade medieval. 

Kruja - 08/2012: Rua de Kruja e comerçantes. 

Kruja - 08/2012: Torre de observação que sobrou depois do terremoto (1617) que destruiu  fortaleza medieval. 

Kruja - 08/2012: Ruinas do castelo e novo prédio onde fica o museu nacional de etnografia. 

Kruja - 08/2012: Vista das montanhas de dentro da fortificação. 

Kruja - 08/2012: Montanhas e fortificação.


1 de janeiro de 2014

2014

… mais um ano que começa.
… momento de rever o que não deu certo, o que não foi cumprido.
… ocasião para determinar novos objetivos.
… aproveitar a vida como se não houvesse amanhã, a vida é tão frágil.
… viver mais leve, se libertar do material.
… se aproximar das pessoas que realmente contam na vida.
… definir as verdadeiras prioridades.
… dar mais valor às pequenas coisas do quotidiano.
… que o tempo avance devagar.


Feliz Ano Novo !!!

24 de dezembro de 2013

Feliz Natal!!!

O Natal está chegando e esse ano, ao invés de colocar fotos de decoração de Natal, resolvi vasculhar minhas fotos e fazer uma retrospectiva dos últimos dez Natais.


 2003 – foi o primeiro Natal que passei longe da família. Senti falta da ceia, da troca de presentes, da casa cheia, da barulheira e até das brigas.
Minha ceia de Natal foi um pedaço de pizza, preparado sem muito carinho, pois queriam fechar logo o restaurante.
A parte surpreendente foi que eu consegui um ingresso para entrar na missa do galo do Vaticano. Vi o papa, vi um mundo de gente, foi emocionante, inesquecível.



2004 – segundo Natal fora de casa. No anterior a festa não poderia ter sido mais natalina, então para contrabalancar, passei o Natal na Turquia, país muçulmano que não comemora a festa cristã.
Não havia decoração nenhuma, era um dia como outro qualquer.
Para não passar a data em branco, fomos atrás de um mercadinho (turco!) e compramos uma garrafa de vinho na ilegalidade (lá não se vende alcool abertamente).
Passei a virada olhando para o estreito de Bósforo.

2005 – de volta à terra tupiniquim, festejei Natal com minha família e matei a saudade de todas as tradições. Muita comida, presentes, barulheira e familia!! 


2006 – ainda em casa, fizémos nosso tradicional Noel. Minha irmã tinha plantado um pinhão num vaso. Ele cresceu e virou nossa árvore de Natal …

2007 – voltei para a França e os Natais longe da família recomeçaram. Na medida do possivel tentava juntar os brasileiros que não tinham com quem festejar a data. O frio de fora só dava vontade de comer raclette … hum

 2008 – Mais um Natal francês, com direito à fois gras !
Aqui na França é tradição comer fois gras (figado de pato/ganso) no Natal. Eles também comem ostras, peru, buche (doce tipico da época), ...

2009 – reuni uns brasileiros sem família e refizemos a comemoração em casa com direito a muito mais fois gras.

2010 – nem comemorei Natal esse ano. No dia 25 partimos de viagem e só vi Papai Noel no aeroporto. Aliás, passei o dia no aeroporto por causa da neve …

2011 – comemoramos a ocasião com outros amigos brasileiros, a ceia foi muito bem preparada e tudo estava uma delícia. Tivemos direito à carne de javali e sobremesa sueca ( a casinha de biscoitos de gengibre).

2012 – Natal com metade da família, comendo bem e dando boas risadas.
Esqueci de tirar fotos da ceia, so tenho as fotos do aperitivo ... 


2013 – atualizo depois que voltar das férias!!


Feliz Natal para todos !!!

14 de dezembro de 2013

Albânia - Parte V: Butrint

Continuando a saga albanesa, fomos visitar Butrint, um sítio arqueológico no sul do país.

O parque de Butrint é outro ponto turístico que vale a pena visitar na Albânia e que ainda não é muito explorado. Como ele fica na fronteira com a Grécia (uns 5 Km) é mais visitado que Berat.

Butrint é inscrito no patrimônio da Unesco desde 1992, a cidade foi relatada por Virgílio, na Eneida. O local é fonte de inestimável informação sobre a vida entre os séculos V e I antes de Cristo.

Para mim, Butrint tem algumas semelhanças com o sítio de Angkor : construções (uma cidade inteira) que foram abandonadas e tomadas pela vegetação. É possível se transportar para a época e imaginar os bizantinos, romanos e gregos filosofando, carregando água em jarras, andando com suas túnicas brancas, fazendo bacanais, …
As diferenças são o tipo de arquitetura, o tamanho do sítio e a época. Butrint é mais antigo que Angkor e menos impressionante em termos de grandeza dos edifícios, mas vale a pena ser conhecido.

Butrint 08/12: Mapa do sitio arqueologico.

Butrint 08/12: Entrada do sitio arqueologico - coluna que sobrou e ponto de observação da muralha.

Quem visitou a Grécia, verá que é possível se projetar mais na época, pois muitas construções estão mais inteiras que as famosas colunas gregas. Também é agradável passear sob as sombras das árvores no calor de 40°C.

O sítio arqueológico fica bem perto de Saranda (uns 20 minutos de vã, que pertem a cada hora) e a entrada é barata (uns 5 euros). Além de visitar as ruínas e muralhas é possível fazer várias trilhas. Porém recomendo se preparar para enfrentar o sol escaldante.

As explicação são bem feitas e existe um caminho de visita específico a ser seguido.

Os principais pontos são :

Banhos romanos

Butrint 08/12: Ruinas dos banhos romanos.

Teatro romano : construído no século III A.C., esse teatro recebia até 1500 pessoas. O interessante desse teatro são as inscrições gregas nas pedras indicando a libertação de escravos. É uma espécie de carta de alforria. Butrint foi o segundo santuário a ter liberado mais escravos na época grega (o primeiro foi Delfos).

Butrint 08/12: Caminho ao teatro romano.

Butrint 08/12: Inscrições de alforria dos escravos.

Butrint 08/12: Detalhe da pedra de alforria. 

Butrint 08/12: Detalhe das mascaras de teatro no que sobrou de uma coluna.

Butrint 08/12: Teatro.

Batistério : descrito pelos arqueólogos como uma jóia rara de toda a história paleo-cristã (século IV) por causa de suas colunas e principalmente pelo seu mosaico colorido simbolizando 64 medalhões de animais.

A decepção foi não ter visto os mosaicos que estavam tampados com areia para conservação. O sol descolore o piso, então ele deixam tampado. Aparentemente, de vez em quando eles descobrem o chão para o turista sortudo ter uma idéia da obra.

Butrint 08/12: Alguns mosaicos que sobraram em uma fonte de agua. A esquerda ha um touro et à direita uma face.

Butrint 08/12: O famoso batistério.

Butrint 08/12: O chão de mosaico do batistério que esta coberto com areia para evitar o desgaste.

Butrint 08/12: O batistério visto de outro ângulo.

Igreja Bizantina : construída nos séculos IV e V, é uma igreja de dimensões grandes para a época e tipo de estilo. Hoje sobreram apenas as colunas, o teto de madeira não resistiu ao tempo …

Butrint 08/12: Ruinas da igreja bizantina.

Butrint 08/12: Colunas da igreja bizantina.

Butrint 08/12: Igreja bizantina em perspectiva e detalhe para o leão de uma das colunas.

Muralhas e parque ecológico :foi uma das partes da visita que eu mais gostei. A paisagem é muito bonita e fiquei imaginando como deveria ser a vida na cidade, como o arqueduto romano que ligava à ilha ao continente deveria ser imponente, …

Em épocas onde território era poder, as muralhas eram muito importantes e por isso tão imponentes. Não é à toa que elas resistiram ao tempo.

Butrint 08/12: Muralha e parque ecologico. Um lugar muito calmo!

Butrint 08/12: Restos de muralha e montanhas ao fundo. Nessa parte ficava o famoso arquetudo que os romanos contruiram entre a ilha e o continente. Hoje ha apenas algumas colunas perdidas no mar.

Butrint 08/12: Uma das entradas da muralha. Paredes espessas.

Butrint 08/12: Entrada da porta principal da cidade. Escultura do famoso leão de Butrint, comendo um boi.

Butrint 08/12: Entrada da porta do leão e templo à direita.

Acrópole e museu arqueológico : ponto mais alto da ilha, o ponto onde era antes uma acrópole agora virou museu arqueológico de Butrint. Há alguns objetos encontrados nas escavações do sítio, mas muita coisa se perdeu com o roubo de 1997.
Do alto é possível admirar a vista do parque ecológico.


Butrint 08/12: Castelo veneziano construido para trabalhos de prospecção arqueologica.

Butrint 08/12: Parque ecologico visto do alto da acropole.

Butrint 08/12: Bandeira albanesa e parque.