11 de novembro de 2012

Construções Paris: 08 Torre Eiffel


Demorou, mas eis aqui um post sobre o símbolo máximo francês, a Torre Eiffel!!!!

Paris - 10/2004: Torre Eiffel, vista de baixo para cima.

Talvez os leitores não entedam, mas a Torre Eiffel me evoca uma emoção muito grande. Ainda lembro a primeira vez que a vi e a algria imensa que senti.
Já fazia quase um ano que eu estava morando na França, mas só fui perceber que realmente estava no país quando o via torre aparencedo no meio das folhagens.

Cada vez que passeio com alguém por Paris, tento levar-la para ver a torre Eiffel, só para ver sua reação. A maioria das pessoas ficam bem felizes!

Ela foi construída para a Exposição Universal de 1889 por Gustave Eiffel e tem 324 metros de altura (com antenas). Foi símbolo da era indsutrial graças à sua arquitetura metálica e robusta.
Inicialmente ela foi alvo de críticas da população que a achavam feia e destoante da paisagem parisiense (imaginem o que pensariam do Pompidou!). Ela deveria ser destruída depois de 20 anos, mas acabou tendo suas utilidades (transmissão de rádio e pesquisas científicas de Eiffel) e ficou inteirinha.

Até hoje 250 milhões de pessoas já visitaram a Torre Eiffel e ela continua atraindo muitas pessoas. Todos os anos
E possível admirar a Torre Eiffel de vários ângulos, mas os principais são:

- Champs de Mars (acesso via metrô Ecole Militaire, Bir Hakein, ou ônibus 69, 42) : torre vista do gramado.

                                           Paris - 06/2009: Torre vista do Champ de Mars e povo fazendo pique-nique.

- Trocadero (acesso metrô Trocadero): torre vista de uma espécie de balcão.

 Paris - 11/2009:  Torre vista do Trocadero. Comemoração de 120 anos da torre!

- A própria torre: visita dos andares atrvés de um conjunto de elevadores (acesso a todos os andares), ou para os mais esportivos, subir vários degraus a pé até o segundo andar.
Nesse caso é possível ver a  estrutura da torre de perto e apreciar a vista de Paris.

                                                                         Paris - 06/2008:  Torre vista da Torre!


                                                                          Paris - 06/2008:  Rio Senna visto da Torre.

Outros pontos de onde é possível ver a torre (em todo caso, em Paris sempre tem um novo ângulo a se descobrir):

- Tour Montparnasse : acho a melhor vista da torre, além disso dá para ver Paris inteira. Eu aconselho subir na torre perto do pôr-do-sol e depois de conhecer minimamente o mapa de Paris. Assim é mais legal reconhecer as ruas e monumentos.

                                      Paris - 08/2009: Torre Eiffel + pôr-do-sol vistos da torre de Montparnasse.

- Pont d’Alma: ângulo muito bonito, principalmente no pôr-do-sol
  Paris - 08/2007: Torre Eiffel vista da Pont d'Alma.

- Pont Alexandre IV : adoro ...

 Paris - 08/2007: Torre Eiffel vista da ponte Alexandre IV.

- Place de la Concorde

                                            Paris - 05/2011: Torre vista da praça da Concordia.

- Montmarte: entre as folhagens
                                               
                                                        Paris - 02/2009: Torre Eiffel, vista de Montmartre.

A torre também participa de eventos importantes como eventos esportivos, políticos, comemorativos, manifestações, etc.

Por exemplo, durante o mandato francês na União Européia, a torre ficou azul! Eu achei ela linda de azul!

                      Paris - 08/2008: Torre Eiffel de azul - comemoração presidência francesa na União Européia.

Na época da Copa do Mundo de Rugby, uma grande bola ficava sob seus arcos.

                                                          Paris - 10/2007: Copa do mundo de Rugby em Paris.

Desafios esportivos são realizados em torno dela.

                 Paris - 05/2010:  Um lunatico resolveu saltar da torre Eiffel e cair numa rampa de 120m de altura de patins!

Na comemoração do 14 de julho os fogos se passam em torno dela.



Na neve!
                                                                                       Paris - 01/2009: Torre Eiffel e neve.

Paris sem a torre não seria a mesma ...

10 de novembro de 2012

The Amazing Thailand


Este é o slogan da Tailândia que está espalhado por todos aeroportos e cantos de Bangkok.
Até agora me pergunto onde está a “amazing Thailand” (surpreendente Tailândia).

No primeiro post eu disse que mostraria as coisas bonitas, mas que faria um post totalmente parcial e subjetivo. Et le voilà (eî-lo aqui).

Sinceramente, nas primeiras horas que pisei em solo tailândes, minha vontade era voltar para casa. Nunca senti isso antes. Fiquei realmente preocupada do que seria minha viagem, pois ainda tinha 14 dias pela frente e já queria pegar o avião de volta.

Talvez tenha sido a decalagem de horário e minha ingênuidade que contribuiram para meu desgosto ao chegar em Bangkok.
Ingênuidade porque não estava esperando ser descaradamente enganada pelos tailândeses. Eu fico louca quando alguém tenta me enganar na cara dura. E esse foi o caso em Bangkok, o tempo todo.

Mal chegamos e já fomos assediados por taxistas querendo nos cobrar o olho da cara por uma corrida. Ingênuos nós já fomos enganados de cara no aeroporto, onde nos impuseram uma tarifa sem nos dar a escolha de usar o taxímetro.

Chegando ao hotel nós perguntamos sobre preços de táxi e um dos recepcionistas nos indicou que era necessário insistir para usar o taxímetro. Ok, decidi que não seria mais engandada.

Saindo para comer (chegamos por volta da hora do almoço), um taxista nos aborda no meio do nada oferendo transporte. Um tuc-tuc também se aproxima e outro táxi. Todos querendo nos levar para algum lugar por uma módica soma que tenho  certeza que pagaria o salário do mês deles.

Eu não tinha pedido nada à ninguém, só queria caminhar tranquila, sofrendo da minha jet lag naquele calor infernal, sob um dos viadutos, no meio daquele favelão, respirando toda a poluição do mundo.

Sem brincadeira, nos 1000m que fizémos entre o hotel e o centro comercial, fomos abordados três vezes. Também não tinha como negar que éramos turistas. Se na Rússia eu passava como uma típica russa, na Tailândia eu não poderia nunca passar por uma thai.

Fora o assédio dos taxistas e tuc-tucs, existia ainda um outro tipo de pega turista. Obvio que fomos abordados (duas vezes!) para esse outro tipo de esquema.

Um thai, muito dos simpáticos começa a puxar assunto com você ou pára você perguntando se quer ajuda. O turista bobo, quer interagir com os locais e dá trela. Conversa vai, conversa vem ele diz que você tem que visitar absolutamente um certo templo e que é seu “lucky day”, porque o templo está aberto apenas hoje (último dia de abertura).

Sem você dizer nada ele já arruma um amigo tuc-tuc, negocia um preço, mas diz que antes terá que passar na loja de um amigo. Ou então não diz nada e o tuc-tuc te leva para loja do amigo, antes de levar ao templo.

Nesse golpe eu não caí, pois já estava avisada. Porém fomos abordados duas vezes e nas seguintes já ignorávamos os transeuntes. Ou seja, qualquer contato com os thais era por interesse. Até nas lojas, templos, foi triste viver esse lado “turista bobo”: enganamos você na cara dura. Não podíamos confiar em ninguém para pedir informação.

Por exemplo, queríamos atravessar o rio de Bangkok para visitar um templo e entramos na rua errada para pegar o barco. Perguntamos para um local onde era o ponto de barco e ele veio com uma conversa fiada dizendo que o local fechou, mas que ele tinha um amigo que podia fazer a travessia por um preço camarada.

Paciência, muita paciência nessa hora. Ainda bem que ele não entendia palavrão em português.

Fora todos esses esquemas de “pega turista, a paisagem não era das melhores. Como já disse, poluição, calor, viadutos e prédios feios. Aí a pergunta que fica, cadê a “amazing Thailand” que todo mundo fala?

Nesse momento eu comecei a questionar meus parâmetros. Por quê eu detestei um lugar que todo mundo cita com brilhos nos olhos? O que há de errado comigo? Caramba, já conheço mais de trinta países e muito mais cidades diferentes, por que não fui seduzida por um lugar que todo mundo ama? Estou eu tão fora da realidade que me choco ao ver tanto constraste a ponto de não querer ver aquilo?

Me questionei bastante e cheguei à conclusão de que o problema não sou só eu, mas também os outros (fácil hein!). Explicações:

(1)   Eu deveria ter planejado melhor minha viagem e pesquisado sobre o que fazer nos lugares e o que as pessoas acharam deles antes de sair comprando bilhetes de avião e reservando hotéis. Planejei mal a viagem, isso é o primeiro fato.
(2)   Segundo fato: as pessoas que me disseram gostar da Tailândia ou eram europeus, ou tinham a Tailândia como uma de suas primeiras destinações internacionais.

Discutindo com um amigo, chegamos à conclusão que europeu não está acostumado com bagunça e pobreza. Quando eles vêm isso, acham diferente e adoram entrar na muvuca, ver tipicidade em tudo. É um ambiente diferente do mundo deles, é o que chamamos na França de dépaysant (algo que te faz sair da realidade, que te mostra outra paisagem diferente da sua).

Quem não viaja muito fica deslumbrado com tantas coisas diferentes e novas para se ver. Comigo ocorreu o mesmo, adorei minhas primeiras viagens, tudo era lindo e maravilhoso. Hoje já não falo das minhas primeiras viagens como se fossem as melhores de todas, mas claro que tenho ótimas recordações.

Um desses dias estava conversando com alguém do trabalho, que eu nem conhecia, mas que me disse ter viajado bastante pelo mundo. Ele disse que nunca mais quer voltar à Tailândia por causa do turismo frenético e do assédio massivo em cima dos turistas.

Pensando nisso, acredito que se tivesse ficado menos tempo em Bangkok e se eu tivesse ido para uma destinação praiana, talvez minha impressão sobre a Tailândia mudasse. É um lugar a se visitar. Depois disso você dá mais valor para o país que tem e vê que o Brasil é um bom lugar com qualidades e mesmo com vários defeitos.

Se tenho uma recomendação a fazer, não passaria mais que um dia inteiro de visita em Bangkok (a não ser que a pessoa adore visitar shoppings, feira-livres, etc).
O norte do país foi bem repousante (Chiang Mai – 1 dia cidade + tracking na floresta), com muito verde e menos confusão. Parece que Ayutthaia é legal (1 dia) e que as praias são muito bonitas, apesar de ser um favelão olhando para o continente.

Voilà minha impressão sobre a "amazing" Tailândia.

6 de novembro de 2012

25 Challenge: #6 Tailândia - Bangkok Parte IV


Diversos Bangkok

Não só de maravilhosos templos vive Bangkok. A cidade é grande e tem todos os problemas de uma metrópole. Quem conhece São Paulo vai entender o que eu falar.

Bangkok tem vários arranha-céus, o mais famoso é o Bayoke Tower.
A cidade tem muitos, muitos shoppings e feiras-livres (tipo lojinhas da Penha, Brás, etc). Os contrastes sociais são importantes. De um lado belos prédios, de outro feios cortiços.
Carros, muitos, muitos carros e muito trânsito. Com os carros vem a poluição, o ar é pesado e quente em Bangkok.

Senti falta de árvores e parques. Talvez eu tenha ficado numa zona comercial e tudo o que eu via era carros e viadutos. Tinha a impressão de andar numa favela e de que a cidade era um grande favelão, cortada por córregos fétidos.

Minhas primeiras horas em Bangkok foram tristes. Eu queria voltar para casa, o banzo nunca foi tão grande. Fiquei deprimida de ter que passar 4 dias numa cidade tão feia, tão poluída, tão fedida e tão quente.

Além disso, na primeira noite de hotel, zonza por causa do fuso horário, o telefona toca e nos perguntam se a “massagista” pode subir (!!???). Como assim? Para quem não sabe, a Tailândia é reputada pelo seu turismo sexual. Massagem lá em alguns casos não é apenas uma massagem ...
Aliás, na cultura deles não há nenhum tabu se uma mulher quer ser prostituta. A família vê isso como emprego normal. No casal, a traição também é tolerada, por isso que o mercado da prostituição é tão grande e aberto.

Vou parar de tagarelar e aqui vão algumas fotos para mostrar um pouco mais de Bangkok.

Carros – tuc tuc

Eles estão por todas as partes e atenção os motoristas tentam enganar os turistas o tempo todo. Eles querem cobrar uma corrida que chega a ser 5x maior que o preço correto (by meter). E preciso ficar muito atento e negociar bem o preço da corrida. O ideal é pedir "by meter" para eles usarem o taximetro.
Os taxis são coloridos, rosas, vermelhos e amarelos. Muitos taxis são decorados com budas, imagens de santos, fitinhas, etc.

Bangkok 05/2012: Taxis coloridos e carros numa das gigantes avenidas de Bangkok.

Os tuc-tuc são uma espécie de moto com carroceria. E um carrinho simpatico que consegue cortar taxis no meio do trânsito maluco de Bangkok. Não é possivel negociar preços com eles e prepare-se para respirar muita poeira, poluição, também segure-se na carroceria, pois eles dirigem como uns loucos. 

                                                                                     Bangkok 05/2012: Tuc-tuc.


Ruas feias – mercados – bairro chinês - higiene

Bangkok é São Paulo 5x piorada em termos de beleza. Fora do quarteirão dos templos e da area real, tudo parece ser um grande bairro pobre. 
Instalções elétricas à vista, prédios mal cuidados e feios. Pelo menos as ruas são limpas, as pessoas não jogam sujeira no chão.

Bangkok 05/2012: Vista aérea de Bangkok.

                                                         Bangkok 05/2012: Cuidado e presteza com a fiação elétrica! 

                             Bangkok 05/2012: Exemplo de rua em Bangkok. Um misto de 25 de março com Bras.

Porém, nivel higiene alimentar, eles deixam um pouco a desejar. Na cidade ha muitas banquinhas que vendem alimentos cozidos e fritos. A comida fica exposta naquele sol e calor, dando sopa para muitas bactérias. Além disso, na hora de lavar os pratos/talheres, eles usam uma bacia, com agua de garrafa ( ufa!) e lavam e enxaguam todos os utensilios do dia naquele mesmo pote, que fica ao lado da guia da calçada.

Comendo em restaurantes indicados pelos guias ja tive diarréia, imagine comendo nesses lugares!! Eh préciso ter estômago forte para aguentar o tranco.


                    Bangkok 05/2012: Mercado com comidas para vender. Detalhe para as frituras expostas ao sol.

                                            Bangkok 05/2012: Mais barraquinhas vendendo comida.


                                        Bangkok 05/2012:  Homens vendendo moedinhas e medalhas.


 Bangkok 05/2012: Detalhe à direita para os utensilios (pratos, copos e talheres). Abaixo à direita, os baldes para lavar a louça.

                                 Bangkok 05/2012: Mais barraquinhas de comida no bairro chinês.


 Bangkok 05/2012: Bairro chinês, lotado de gente. 

Prédios altos – viaduto

Bagkok tem muitos arranha-céus e cinturões viarios. Quando subimos no Bayoke, foi possivel ter um panorama da cidade e ver como ela foi invadida por prédios.
Quem não conhece São Paulo se impressionaria, mas eles ainda estão longe da metropole brasileira.

                                                        Bangkok 05/2012: Cinturão viario. Vista da Bayoke Tower.

 
                                     Bangkok 05/2012: Prédios e Bangkok vista da Bayoke Tower.

Foto do rei

Uma curiosidade dos thais é que eles adoram expor a foto do rei nas lojas, restaurantes e até nas casas deles.
E não é uma foto 10x15, é um quadrão de metros e com moldura dourada.
Acredito que todo mundo deva ter um quadro do rei, pois passamos por varias lojar que vendiam apenas os quadros reais.

                            Bangkok 05/2012: Foto do rei numa das esquinas de Bangkok. O rei esta par tout.

                                                       Bangkok 05/2012: Mais fotos do rei.

Marble Temple e varal de monge

O templo de marmore fica mais afastado dos templos principais. Ao lado dele existe uma comunidade de monges e posso dizer que o local é muito pacifico.
Foi um sossego passear por la e não ouvir o barulho dos carros.

                                        Bangkok 05/2012: Marble Templo - o templo de marmore. 

                                                      Bangkok 05/2012:  Casas dos monges.

Também achei algo insolito: um varal de tunicas de monges!

 Bangkok 05/2012: Varal dos monges. 

1 de novembro de 2012

25 Challenge: #6 Tailândia - Bangkok Parte III


Palácio Real & Templo do Buda de Esmeralda (Wat Phra Kaeo Moratok)

Lugar a ser primeiramente visitado em Bangkok. 

O Grande Palácio Real é um conjunto de prédios utilizados como residência da família real desde 1782 quando o Reino de Siam mudou de Ayutthaia para Bangkok. Desde 1925 não abriga mais os reis, mas é utilizado em cerimônias oficiais.
Bangkok - 05/2012: Palacio Real - muros vistos da grande avenida.

Ele foi contruído aos poucos, por cada rei. No começo até usaram materiais vindos do antigo palácio de Ayutthaia.

A grande vedete desde sítio é o Templo do Buda de Esmeraldo, o mais sagrado dos templos tailândeses. Esse é o único Wat que não abriga monges.

O palácio é divido em quatro zonas e cada uma tem um significado: uma parte é dedicada aos oficiais do reino, outra ao apartamentos reais e trono, numa parte fica o Templo do Buda de Esmeralda e outra região era dedicada apenas as mulheres que faziam parte do harém do rei ...

 Bangkok - 05/2012: Palacio Real - muros vistos da grande avenida. Da para ver a quantidade de chedis e os tetos trabalhados.os templos.


                                                                         Bangkok - 05/2012: Entrada do Palacio Real.
Wat Phra Kaeo

Vou começar pela parte do templo, antes que todo mundo desista de ler o post.
Para visualisar melhor os monumentos, achei um mapinha no site indicado abaixo.

O Wat é cercado por galerias (muros na imagem acima), chamadas Ramakien Galery, que contam a história épica de Ramayana, que é basicamente a vitória do bem contra o mal. São 178 painéis pintados em 1783, quando o palácio começou a ser construído.

Bangkok - 05/2012: Parte da galeria Ramakien. Detalhe para tetos, colunas e paredes.


O personagem principal do Ramakein é Rama, herdeiro do trono de Ayodhaya (antiga capital indiana que deu origem ao hinduísmo) e reincarnação de Visnu na terra. Sua madrasta o manda em exilo por 14 anos e ele parte com sua esposa e irmão para a floresta.

                          Bangkok - 05/2012: Galeria Ramakien - eu acho que é o deus macaco e Rama ou seu irmão.

Como Sita (esposa de Rama) era muito bonita, o demônio Tosakan (rei de Langka – Sri Lanka) se apaixona por ela e a rapta. Os irmão pedem ajuda a deuses e reis macacos (Hanumam, o macaco branco) e partem com um exército para Longka, terra do demônio.

                      Bangkok - 05/2012: Galeria Ramakien - Detalhe das pinturas. Deus macaco saindo com o exército.

                                                    Bangkok - 05/2012: Galeria Ramakien - ataque à Tokasan.

O exército amigo vence a batalha e Rama vai enfrentar Tosakan. Ele consegue matar o demônio graças à Hanumam que descobre o segredo da imortalidade de Tosakan ao retirar o coraçéao deste último de uma caixa.

                                                            Bangkok - 05/2012: Galeria Ramakien - detalhe pintura. 


 Bangkok - 05/2012: Galeria Ramakien - Morte de Tosakan?

Rama volta para sua cidade com Sita, mas ele duvida de sua virgindade e a manda para a floresta. Sita dá a luz ao filho de Rama e os dois dsiputam o reino até descobrirem que são pai e filho. O pai assume o trono e os três vivem felizes para sempre.

Bangkok - 05/2012: Galeria Ramakien -  um templo que não sei identificar. Para quem conhece a historia deve ser bem interessante!

Adorei as pinturas e gostei do efeito de luz das partes douradas. Olhando na diagonal você não vê o brilho de ouro, mas de frente a imagem reluz bastante. A galeria fica sob uma estrutura de madeira, com paredes e tetos esculpidos. Além de bonito, protege do sol matador e do calor infernal.

O famoso Buda de Esmeralda, que na verdade é feito de jade e tem 45cm de altura, está no Ubosot que fica no meio do Wat. Lendas dizem que o Buda de esmeralda fora criado na India, por volta de 43 A.C. e que foi levado para o Sri Kanka por causa de uma guerra civil local.

Em 457 o Rei da Birmânia queria o Buda e textos budistas para fundar a religião no seu reino. Durante o transporte da estátua o navio que o carragava se perdeu e foi para no Cambodia, onde a estátua foi guardada até 1432.

Nessa data os thais invadiram Ankor Wat e pegaram a estátuta. Ela passou por Ayutthaia, Chiang Rai, Chiang Mai, Laos, até parar no templo do Sol Nascente. Foi Rama I, que depois de virar rei, que levou a estátua para o Grande Palácio. Mais detalhes da história nesse site: http://www.ruby-sapphire.com/emerald-buddha.htm

O Buda é chamado de esmeralda, pois numa das vezes que o acharam, ele estava sob a terra e quando faziam as escavações, acharam que ele era feito de esmeralda.

Lendas à parte, pelo estilo da estátua, dizem que ela foi na verdade contruída no século XV.

Outra curiosidade desse Buda, é que ele tem uma roupinha de ouro (!) que troca de acordo com a estação do ano. E mais, o Buda de esmeralda só pode ser vestido pelo rei!

Ele tem três roupas de ouro: uma para o verão, outra para a estação chuvosa e outra para a estação fria (é fria e não inverno!).



As roupas não usadas podem ser vistas no museu de Moedas que fica logo na entrada do Wat. Vale à pena dar uma passada só para ver os detalhes das roupas, já que no templo ele fica num pedestal e não dá para ver muita coisa.

O Ubosot do Buda é cercado por uma espécie de varanda. Cada porta é guardada por leões de estilo Khmer e em volta está representado Garuda, o deus das aves, no qual Vishnu voa. Ele está segurando o deus Naga (das cobras) e assim mostra sua capacidade de afastar maus espíritos.

 Bangkok - 05/2012: Ubosot do Buda de Esmeralda. Vista externa.

                                            Bangkok - 05/2012: Portas do Templo do Buda de Esmeralda.

 Bangkok - 05/2012: Leões khmers gardando o templo. Paredes decoradas com mosaico de vidro.

 Bangkok - 05/2012: Templo do Buda de Esmeralda - detalhe da parede.

Bangkok - 05/2012: Templo do Buda de Esmeralda - Papagaio guardião do templo.

Na sala principal, onde está o Buda, há um grande altar, cercado por outas imagens de Buda. Nas paredes foram pintadas a vida de Buda. Não de pode tirar foto de dentro da sala do Buda e como já explique nos posts anteriores, é necessário tirar sapatos e ter os braços cobertos ao entrar no Ubosot. Também não pode apontar os pés para o Buda.

Consegui tirar uma fotinha fora do templo, através da porta. Não dá para ver com perfeição, mas dá para ter uma idéia!

                         Bangkok - 05/2012: Templo do Buda de Esmeralda - Buda de Esmeralda ao fundo no alto do altar.

Como esse Buda é o mais adorado/sagrado, as pessoas fazem muitas oferendas e rezam bastante no local. Nem preciso dizer que os chineses, japoneses dominavam tudo. Se já aqui em Versalhes é um inferno, imaginem na Tailândia que é do ladinho da China!!

Paralelamente ao Ubosot, há um panthéon, onde estão alguns reis e onde apenas a família real e alguns monges podem entrar, um chedi em forma de sino e mais alguns templos.

                                                              Bangkok - 05/2012: Panteon dos reis. Vista lateral.

 Bangkok - 05/2012: Panteon dos reis. Vistafrontal e seus mil turistas. Porque não basta atrapalhar a foto dos outros, tem que ter guarda-chuva.

 
                                                                        Bangkok - 05/2012: Chedi de ouro.

O que chama mais atenção em todos os eles são os detalhes das imagens e o colorido dos mosaicos de vidro. Como tinha um monte de gente (entenda gente por chineses e/ou japoneses) não senti a aura budista plainando no local. Porém gostei de apreciar a arquitetura tão diferente das igrejas sombrias da Europa. Os templos são coloridos, alegres, calorosos, é gostoso entrar no templo descalça e ficar sentadinha no carpete, em silêncio, olhando pro budinha e pensando na vida.

Mais algumas fotos com detalhes de portas, estatuas e templos periféricos.

                                                Bangkok - 05/2012: Detalhe de uma das protas laterais em ouro.


                                                                       Bangkok - 05/2012: Templo e turistas.

                                            Bangkok - 05/2012: Chedis decorado com protetores de demônios.


                        Bangkok - 05/2012: Templo adjacente ao Panteão. Decorado com porcelana chinesa colorida.

                         Bangkok - 05/2012: Detalhe da Naga (serpente de varias cabeças que guarda o monte Meru).


                                                      Bangkok - 05/2012: Nagas guardando o templo Mondop.


                     Bangkok - 05/2012: Detlahe parade Mondop. Muito ouro e cores. Reparem no degradé da parede.


                                    Bangkok - 05/2012: Demônios guardiões do templo. Um par em cada porta principal.


                         Bangkok - 05/2012: Kinnaree - meio mulher/meio passaro. Cantora e dançarina da literatura thai.


                   Bangkok - 05/2012: Oferendas ao Buda. Detalhe a cabeça de porco, no sol de rachar. Salmonela nela ...

O Palácio Real

Numa outra parte do complexo real fica o palácio onde morou a realeza durante muitos anos.  Não é possível visitá-lo, na verdade só podemos entrar no hall mais importante, onde o rei fazia suas audiências e onde novos reis eram coroados. Parece que a sala só é aberta ao público nos finais de semana e fotos não são permitidas.

Os prédios que vemos nessa área servem sobretudo para audiências do rei com o povo ou em eventos especiais.  Nota-se que a arquitetura dos prédios é mais recente ou mistura mais diferentes épocas e estilos.

Os prédios são suntuosos e com vários detalhes que lembram o budismo. Geralmente usa-se a porcelana chinesa para decorar as fachadas.

  Bangkok - 05/2012: Phra Maha Montihen – construído para ser a residência principal do rei e lugar de audiências/recepções.

                                         Bangkok - 05/2012: Detalhe dos desenhos em porcelana do portal de entrada. 

Bangkok - 05/2012: Porta de entrada do palacio e guardiões.

    Bangkok - 05/2012: Chakri Maha Prasat – construido por Rama V (1882), também usado como residência e em cerimônias.

                                     Bangkok - 05/2012: Aphornphimok Pavilion – Rama IV – representa a arte Thai

                                               Bangkok - 05/2012:  Dusit Maha - trono do rei para recepções ao publico.


                               Bangkok - 05/2012: Detalhe de um dos tetos do prédio. Decoração em porcelana chinesa.

                                        Bangkok - 05/2012: Detalhe do multiplo teto. Deus Garuda segurando naga.

                                                                    Bangkok - 05/2012: O trono e guadiões.

                                      Bangkok - 05/2012: Detalhe do portal de entrada. Soldadinhos de porcelana.