21 de setembro de 2013

Kotor: a de perder o fôlego

Quando fiquei sabendo que o cruzeiro passaria por Kotor (Montenegro) eu não estava esperando nada excepcional ou diferente do que já havia visto na Grécia.

Depois li que a cidade de Kotor ficava numa espécie de fiord. Bom, pensei que fosse um fiordezinho, nada comparável ao que tinha visto na Noruega.

Ledo engano (e ainda bem), pois Kotor tem o privilégio de ter uma paisagem magnífica!

A chegada já é impressionante, com o navio atravessando estreitos beirados por montanhas elevadas e cobertas pela vegetação não tão seca como se esperaria para a estação.

Kotor - 08/2012: Navio entrado na baia de Kotor. 

Kotor - 08/2012: Navio cercado de montanhas.

 Paisagens de quebra-cabeça …

Kotor - 08/2012: Cidadezinha na baia de Kotor e torre de igreja. 

A cidade é antiga, desde a época da Roma antiga. Ela fez parte do império Veneziano de 1420 à 1797 e como a maioria das cidades do Mediterrâneo, ela é cercada por uma enorme muralha.

Kotor - 08/2012: Muralhas de Kotor.

A arquitetura do centro histórico foi influênciada pelos italianos. Desde 1979 ela é classificada como patrimônio mundial da UNESCO.

Kotor - 08/2012: Ponto de observação da cidade e pracinha. 

Kotor - 08/2012: Maria e menino Jesus esculpidos na porta de entrada da cidade.

                                                            Kotor - 08/2012: Praça central da cidade e relogio.

Kotor - 08/2012: Interior de uma igreja. 

Kotor - 08/2012: Catedra da cidade.

Kotor - 08/2012: Outra igrejinha mais antiga e praça com bastante gente.

Kotor - 08/2012: Detalhe de janelas no estilo Veneziano e rua estreita.

 Kotor - 08/2012: Uma rua de Kotor e harmoniosas janelas com venezianas verdes - belo contraste com as pedras claras.

Kotor - 08/2012: Torre e pracinha.

Kotor - 08/2012: Detalhe de uma fonte de agua. 

Kotor - 08/2012: Ruela estreita de Kotor.

Além de passear pelas ruas da cidade o grande desafio do passeio é subir as muralhas que têm cerca de 4,5 Km de distância e 280m de desnível. Os muros têm cerca de 20m de altura, sendo intransponíveis.

Kotor - 08/2012: Muralhas de Kotor e montanha. 

A subida até o topo era íngrime e de perder a respiração … o sol e o calor também não eram dos mais clementes.

Kotor - 08/2012: Escadas da muralha. Degraus altos e pedra escorregadiça.


Kotor - 08/2012: Cidade vista das muralhas. 

Minha motivação era a vista. Quanto mais eu subia, melhor ficava.

Kotor - 08/2012: Caminho pelas muralhas e baia.

Kotor - 08/2012: Bela baia de Kotor e igrejinha.

Difícil …

Kotor - 08/2012: Subida que fica ainda mais infinita com o calor e o sol escaldante (tive a péssima idéia de subia-la às 13h!!). Pelo menos a vista é bonita!

Mas nosso « Everest » estava ficando mais próximo …

Kotor - 08/2012: Bandeira la em cima era nosso destino. 

 Chegamos …

Kotor - 08/2012: Bandeira de Montenegro e montanhas ao fundo - quase o ponto mais alto das muralhas.

E a recompensa é de perder o fôlego !

Kotor - 08/2012: Magnifica e inesquecivel baia de Kotor

Kotor - 08/2012: Feliz de pisar no nono pais do projeto 25!!! Vista linda, mundo lindo.

18 de setembro de 2013

30 Memórias dos 30 (22)

Lembro de quando ...

... me cortei e passei mal, não lembro quantos anos eu tinha, talvez 5 anos? E acho que ganhei um coelhinho de presente por conta disso.

... depois da janta meu pai sentava no sofa comigo e comiamos chocolate Galak juntos. Gostava das embalagens de coelho, esquilo. Nunca mais senti o mesmo gosto de chocolate que eu sentia na época.

... meus pais escondiam um presente (sempre um boneco da coleção He Man) atrás do botijão de gás que ficava no fundo do corredor. Eles brincavam de “está quente/está frio” até eu achar. Eu sempre sabia que os brinquedos estavam escondidos la, mas entrava no jogo para ficar mais engraçado.

... o tio Jaime (e da boina) vinha em casa e eu sempre servia um cafézinho com minhas xícaras de brinquedo.

... minha irmã do meio nasceu. Minha mãe me deixou com minha vó e a única coisa que eu me perguntava era se eles voltariam a tempo para meu aniversário.

... do meu avô:  dele fazendo a pizza de mozzarela e tomate no fogão, usando a mesma forma redonda com tampa. Dele regando as couves, comendo abacate e assistindo Chaves. Dele escrevendo as modinhas de carnaval e dele contando piadas que muitas vezes achávamos sem graça.


14 de setembro de 2013

Argostoli: a de aguas claras e areia fina


Sedenta por areia fina e água quente, Argostoli (cidade grega que conhecemos com o cruzeiro) foi a destinação perfeita para curar os pés machucados da visita à praia croata.

Argostoli - 08/2012: Porto de Argostoli. 

Argostoli - 08/2012: Cidade grega de Argostoli vista do navio. 

 Praia larga de areia fina, águas claras de azul degradê arco-íris, temperatura perfeita, ondas e sol para dar e vender. Clima de férias de verão, um gostinho de paraíso, criança feliz!

Argostoli - 08/2012: Praia linda (Platis Gialos) de aguas claras, quentes e areia fina (um luxo na Europa!). 

Argostoli - 08/2012: Uma das praias de Argostoli. Diversão garantida e boas ondas quentinhas. 


E foi tudo o que eu retive sobre essa destinação perfeita para um descanso do turismo urbano e histórico ...

10 de setembro de 2013

30 Memórias dos 30 (21)

Estava fuçando numas fotos da época de Vichy (cidade onde fiz um curso de línguas ao chegar na França) e me lembrei de quando eu fazia teatro.

Quando saímos do Tatuapé, eu também mudei de colégio. Era um colégio da mesma rede do anterior, mas ele era menos militar e mais voltado às ciências sociais, onde alunos poderiam ser mais livres e podiam expressar mais sua arte, vida esportiva e social.

No primeiro ano que estive lá conheci uma amiga que adorava teatro. Ela sabia tudo artes cênicas e já sabia que queria ser atriz. Não sei se foi ela que teve a idéia, mas no ano seguinte foi criado um grupo de teatro na escola e eu resolvi fazer parte dele incentivada por ela.

E foi uma ótima experiência. Mutias tardes ficávamos no teatro do colégio ensaiando peças para uma apresentação no final do ano. Fizemos laboratório de estudo (documento e personagens), ela dirigia as cenas, cuidava da música e figurino.

Uma das peças era a « Maravilhosa estória do sapo Tarô-beque ». Não me lembro direito da história, mas era de um sapo que queria virar índio. Ele encontra uma amada (Juriti), que depois é capturada capturada por uma bruxa/feiticeira/ou cobra (Dona Mucura – incrível como estou lembrando dos nomes). Tem também um Urubu-Rei que não lembro direito o que fazia, mas era o vilão da história.

Eu era a feiticeira que tinha sotaque inglês (sim, não sei de onde tiramos isso !). E foi muito legal ensaiar (ríamos tanto nos ensaios), fazer publicidade da peça e depois apresentar para os pais (a maioria eram nossos pais) e alunos (a maioria eram nossos coleguinhas).

Também apresentamos obras de Nelson Rodrigues, poemas de Drumond, …

Só sei que depois dessa experiência, a outra vez em que participei de uma peça de teatro foi em Vichy. Eu mal sabia falar francês e meti a fazer umas cenas para uma apresentação aos estudantes do Cavilam.

Foi legal novamente participar de ensaios e estudos. Fiquei com saudades da época do colégio e de ter uma atividade diferente dos estudos clássicos do colégio.


Eu acho que o teatro me ajudou a falar em público sem complexos, apesar de eu ainda me considerar uma pessoa tímida.

7 de setembro de 2013

Corfu: a ninfa grega

… da série Férias de verão Agosto 2012

Corfu fica numa ilha grega localizada na entrada do Mar Adriático. 


Localização de Corfu no mapa. Fonte: Google Maps 

Diz a lenda que Posseidon (deus grego/romano do mar) se apaixonou pela ninfa Korkyra, filha de Asopos (rio) e da ninfa Metope. Como os pais eram contra a união, Posseidon a raptou da família e a levou para a atual ilha de Corfu. Em prova de seu amor, chamou a ilha de Kerkyra (nome grego de Corfu).

Lendas à parte, a cidade foi construída pelos gregos por volta do século oito antes de Cristo. . Até o século XV era ela ocupada pelos bizantinos. Depois vieram os venezianos, frances, ingleses e por fim os gregos.

Todos esses povos estavam interessados na posição estrégica de Corfu. A presença dessas culturas diferentes enriqueceram a arquitetura da cidade antiga. Há uma mistura de estilo italiano e grego.


Os ingleses contribuiram para a construções de fortes. Dos três que existiam na cidade, resta apenas um, o mais recente e construído pelos ingleses.

Corfu - 08/2012: Forte Antigo e praça. 

Nossa visita se resumiu a passear pelas ruas estreitas, observar os prédios coloridos e entrar nas igrejas ortodoxas para observar suas belas decorações.


É possível visitar o forte recente, mas não tivémos vontade …

 Corfu - 08/2012: Rua da cidade e comércio local.

                                             Corfu - 08/2012: Uma rua da cidade e velhinha.

                                              Corfu - 08/2012: Arcadas e casinhas em tom pastel. 


                                                     Corfu - 08/2012: Prefeitura da cidade.

                                               Corfu - 08/2012: Igrejinha perdida na cidade.

                                         Corfu - 08/2012: Altar da Igreja Santo Espiridião.

                               Corfu - 08/2012: Quadro de Maria e Jesus na igrejinha perdida na cidade.

                Corfu - 08/2012: Quadros na igrejinha, detalhe para os apostolos de ouro. A igreja era bem escura ...

                        Corfu - 08/2012: Pieta que todo mundo passava a mão na Igreja de Santo Espiridião.

                                                      Corfu - 08/2012: Fonte e antigo forte.

                                      Corfu - 08/2012: Ponta do forte que fica na quase ilha de Corfu.

                          Corfu - 08/2012: Estatua e entrada do forte ao fundo com a bandeira grega.

                                    Corfu - 08/2012: Fachada do Palacio São Miguel e São Jorge.

                                              Corfu - 08/2012: Forte visto da porta Nicolau.

 
 Corfu - 08/2012: Parece uma farmacia, mas na verdade é uma loja que vende cigarros. Os cigarros estão guardados nas prateleiras ao fundo da foto. 

                      Corfu - 08/2012: Porto de Corfu visto do cruzeiro e partida para a proxima destinação.

4 de setembro de 2013

30 Memórias dos 30 (20)

Posso dizer que quando eu era estudante na França eu aproveitei para viajar bastante pela Europa (tudo é pertinho). Aqui as férias são mais distribuídas durante o ano. A cada dois meses nós tínhamos umas duas semanas de férias.

Os franceses voltavam para a casa dos pais (para lavar as roupas e/ou renovar o estoque de comida e doces do mês) e só restava aos estrangeiros ficarem sozinhos na residência, que ficava às moscas nessa época.

Para essa tristeza não acontecer, eu passava o mês andnado a pé, comendo salsicha com purê instantâneo e economizando no aquecedor para guardar cada centavo da minha bolsa para minhas viagens.

As viagens eram sempre as mais econômicas : transporte mais barato (Ryanair, Eulineas, …), albergues (com direito a tomar banho sem cortina e com bunda de fora para quem quiser ver), dividir quarto de dois para cinco, comer pão com queijo em todas as refeições, etc.

Uma dessa viagens, que eu chamo hoje de jovem estudante (porque dormir no chão em saco de dormir não dá mais para a coluna), fiz com minha amiga de universidade no Brasil. Ela veio para um intercâmbio em outra Ecole francesa e chegou me visitando (tadinha, eu estava em plena época de recuperação e deixei ela andando sozinha em Nantes – também compartilhou da salsicha de casa).

Nós decidímos ir para Bordeaux, região de excelentes vinhos franceses, visitar a cidade e outros amigos da universidade que estavam fazendo um estágio de línguas no local. Além de Bordeaux aproveitamos para fazer La Rochelle, Arcachon e Biarritz (cidades da costa oeste francesa).

Depois de passar por albergues com loucos, fazer topless na ex-riviera francesa e posar de Tiêtas do Agreste na duna do Pila, chegamos à Bordeaux, a terra das 5 chocolatines por um ou dois euros (fiquei doida).

Me maravilhei instantâneamente ao ver 500 padarias, todas com prateleiras cheias de pain au chocolat quentinhos e baratos !!!! (foi a única coisa que retive da minha estadia em Bordeaux – depois quando voltei na cidade procurei desesperadamente as chocolatines e não achei mais nada …).

Doces à parte, tínhamos escolhido um hotel no centro. Como o orçamento era restrito, pegamos um quarto de casal por 18€ à noite (camas separadas era um luxo – eu nunca vi preço mais barato que esse, na época haviamos pago 10€ à noite num albergue em Biarritz, isso não existe mais hoje !).

O quarto era decente até dormirmos nele (o preço se explica mais pra frente).

Bordeaux - 08/2004: Vista da janela do hotel barato. A calada da noite bordolesa.

Primeiro, durante à noite, fomos acordadas com o guara-roupas (aqueles de madeira, baixo, de duas portas, estilo old) sacudindo. Tomamos um susto, a coisa estava quase caindo em cima da nossa cama.

Ficamos com medo, o que seria aquilo ? Um fantasma ? Um rato saracutiando no guarda-roupas ? Não, era apenas um casal “brincando” à noite. E o guarda-roupas foi só o começo. Depois foi a cama, a mesinha e o chão.

Deixamos para lá os barulhos e dormimos. Ao acordar no dia seguinte nos deparamos com vários bichos presinhos no cobertor da cama. Acabei de procurar a foto de um bicho que eu achava que era e hoje descobri que eram percevejos. Percevejos bem vermelhos, pançudinhos com nosso sangue.

Nojento …


 O nojento virou uma alergia na perna da minha amiga e numa trilha de picadinhas vermelhas no meu braço (que me fizeram ser internada no hospital, por zêlo da médica que não sabia o que era o problema …).

Moral da história : o barato sai caro e algumas coisas você só faz quando é jovem.

Vida de estudante é engraçada, mas pulgueiro nunca mais!!!