9 de janeiro de 2013

25 Challenge: #7 Cambodia - Parte II

Templo de Bayon

Minha vontade de ver esse templo era maior do que a de conhecer Angkor Wat. Isso por causa de uma emissão francesa (Pekin Express) que mostrou e falou bastante desse templo. Depois de Ankor, é o segundo templo mais conhecido da região.

Bayon foi construído no final do século 12 et início do 13 pelo rei Jayavarman VII. Inicialmente foi dedicado ao budismo, depois ao hinduísmo e no fim virou novamente budista (theravan – outro tipo de budismo).
Ele fica no meio da cidade Angkor Thom (Cidade grande). Angkor Thom abriga vários templos, foi cercada por fossas (com crocodilos!) e o que impressiona são os portais que a cercam.

Esses portais têm cabeças no topo e uma linha de homens guardando a entrada. Acho que a foto explicará melhor que minhas 30 palavras.


Cambodia - 05/12: Entrada de Angkor Thom. Detalhe dos gardiões da porta.


Cambodia - 05/12: Entrada de Angkor Thom. Detalhe para as cabeças esculpidas na porta de entrada (e os turistas chineses de guadra-chuva).

Voltando ao templo, ele é famoso pelas várias faces esculpidas nas inúmeras torres do templo. Se pessoas reclamam das câmeras de segurança e de serem vigiadas o tempo todo, Bayon é um lugar onde você nunca está sozinho. Há faces por todos os lados, te olhando de frente, de costas e de perfil.

Dizem que a idéia principal do templo era representar a omnipresença de um deus da época. Cada torre tinha quatro faces e quatro torres apontavam para os quatro pontos cardinais, ilustrando que Lokesvara (o deus) estava de olho em todas as direções.

Outros dizem que as cabeças ilustram a cara do rei, outros dizem que representa cada província do reino, há quem diga que as cabeças representam Brahma. Em todo caso, a omnipresença é sempre citada e não tem como ser negada.

A base do templo era formada por galerias internas e externas, cujos muros representam algumas histórias e o dia a dia do povo khmer. Muitas cenas de batalha e da vida comum são talhadas nas galerias externas. Nas paredes internas são representados os principais deuses hindus.

Cambodia - 05/12: Bayon, entrada norte do templo, parte baixa.

Cambodia - 05/12: Bayon - Detalhe muros galerias baixas.

Cambodia - 05/12: Bayon - detalhe dos relevos. Parecem mostrar uma batalha.

Cambodia - 05/12: Bayon - Apsaras (dançarinas) desenhadas em uma das inumeras colunas de Bayon.


Cambodia - 05/12: Bayon - Cabeças e muros.

Na parte superior do templo estão as cabeças. Olhando para todos os lados, com um ar sereno e pacífico. No centro hà o santuário que continha uma estátua de Buda de 3,6 metros.

Infelizmente não sei mais detalhes do templo, apenas sei que ele é maravilhoso e que fiquei arrepiada ao visitá-lo. Como as pessoas conseguem fazer coisas tão grandiosas e com tanto significado? Como nós somos pequenos e finitos perto de tantas civilizações e tantas coisas que passaram pelo mundo.


Gostei também da mistura civilização que foi atacada pela natureza, a cor da pedra cinza com o musgo verde, os raios de sol criando sombras e criando outras facetas das multiplas faces. Enquanto escrevo tenho vontade de voltar lá, deixar as faces me olharem enquanto eu olho a floresta em torno do templo, enquanto eu deixo o sol bater no rosto e minha face fica vermelha.



Cambodia - 05/12: Bayon - Parte superior do templo e cabeças.


Cambodia - 05/12: Bayon - Detalhe dos rostos das cabeças - muito pacificas.

Cambodia - 05/12: Bayon - Santuario.

Cambodia - 05/12: Cabeças everywhere!

Cambodia - 05/12: Um dos raros budas encontrados nos templos de Angkor.

Cambodia - 05/12: Bayon visto do leste - Big picture.



5 de janeiro de 2013

Are they Oompa Loompas?

Quando se fala em fábrica de chocolates, o pessoal da minha geração pensa na « Fantástica Fábrica de Chocolates », versão antiga.


Nada melhor do que começar o ano falando da fábrica de chocolates Menier.

Durante as Journées du Patrimoine, não são apenas os monumentos públicos que abrem suas portas. Muitas indústrias também fazem visitas e uma delas é a Nestlé.

Já é a segunda vez que eu vou visitar a sede francesa da Nestlé, que fica em Noisiel (região de Paris, estação Noisiel du RER A).

A Nestlé comprou a Fábrica de Chocolates Menier e fez dela sua sede. Hoje eles não produzem mais chocolate no local, mas ainda é possível ver o moinho onde se moía as favas de cacau.

A fabrica foi construida entre 1864 e 1867, o moinho é parte mais antiga e fora construido sobre o rio de Noisiel. 

A visita vale à pena, pois além de mostrar o ambiente mágico de uma fábrica de chocolates, a Nestlé faz degustação de alguns de seus produtos. A criançada adora a distribuição de sorvetes!

Noisiel - 09/2012:  Entrada da Nestlé.

 Noisiel - 09/2012:  Verrières, onde o cacau era torrado e as favas triadas.


                              Noisiel - 09/2012: Moinho - onde as favas eram moidas e o açucar misturado ao chocolate.

                                                           Noisiel - 09/2012: Detalhe do moinho.


  Noisiel - 09/2012: Hall Eiffel - construido pelo Eiffel para abrigar as maquinas de frio que mantinham o chocolate esfriando de 4°C à 12°C.
 Noisiel - 09/2012: Entrada do moinho.

 Noisiel - 09/2012: Detalhe da agua passando pelo moinho.


 Noisiel - 09/2012: Maquinas usadas para gerar energia à partir da agua e transmiti-la para os outros andares do prédio e diversas maquinas usadas na fabricação do chocolate.


  Noisiel - 09/2012: Transmissão de energia.

 Noisiel - 09/2012: "Catedral" - nova fabrica de chocolate construida em 1908, um dos primeiros prédios de cimento armado e era utilizado na mistura do cacau com açucar para formar o chocolate.

 Noisiel - 09/2012: Afiche de antiga publicidade do Chocolate Menier.


                                            Noisiel - 09/2012: Afiches de antigas publicidades dos produtos Nestlé.


                                   Noisiel - 09/2012: Moinho e prédios vistos da passarela sobre a barragem.


 Noisiel - 09/2012: Fim da visita e salas comerciais da Nestlé. 

31 de dezembro de 2012

Adeus ano velho ... feliz ano novo


Final de ano é assim, todo mundo faz um balanço de como foi o ano, pontos ruins, pontos à melhorar para o ano seguinte.

Eu nunca fiz isso, também nunca fiz promessa. Um ano passa na frente do outro sem que eu fique me lamentando pelo que aconteceu e sem criar muitas expectativas. Acredito que não é preciso um ano chegar ao fim para fazer um balanço da vida, isso nós temos que fazer todos os dias.

Mas desta vez resolvi escrever um post sobre meu ano 2012, pois acredito que seja o melhor ano da minha vida até agora. E coisas boas não podem passar despercebidas.

Como já disse G. Constanza (Seinfeld), 2012 foi “The Year of Chocolatine” (O ano da Chocolatine).

2012 foi um ano leve. No começo do ano eu terminei meu mestrado e um peso enorme saiu das minhas costas. Me senti leve como uma pluma. Com tempo livre e com um solde de férias enorme para gastar até junho.

 Versailles - 02/2012: Leve como uma pluma.

Conheci 5 países diferentes em 2012 e visitei mais outros 8, sem contar a França. Não teve um único mês em que eu não tivesse viajado. Foi uma loucura, mas uma loucura boa e feliz.

Cambodia - 05/2012: Feliz em Angkor Wat.

Em 2012 aproveitei para cuidar de mim. Coloquei aparelho, aprendi a nadar, tentei reaprender à dirigir, li um monte de livros, comprei mais roupas do que deveria, saí bastante com meus amigos, curti minha família.

Não tive preocupações em 2012, então resolvi mudar de emprego para capitalizar meu mestrado e mudar de ares.

Não sei o que 2013 me reserva, mas vai ser difícil superar 2012! Eu só quero viver leve e feliz!

Para terminar o ano filosofando, gostei de uma frase do Camões: 
“Jamais haverá ano novo se continuar a copiar os erros dos anos velhos”.

Que 2013 venha de vento em popa!! 

Paris - 07/2010: Fogos do 14 de julho na torre.

24 de dezembro de 2012

Ho ho ho ... Feliz Natal

Como todos os anos, duas coisas me motivam sair de com casa durante o frio que faz no inverno: decoração de natal e neve.

Esse ano a neve caiu pela primeira vez em Versailles no dia 06/12/12, deixando as ruas com uma camada branquinha de 5cm.


Versailles - 12/2012: Neve!

A decoração de Natal de 2012 parece estar um pouco melhor que a do ano passado (acho que não tem como ser pior que 2011), graças à linda arvore que a Swarovski fez nas Galeries Lafayette!

Mas a Champs Elysées continua com a mesma decoração do ano passado, então não vou repertir as fotos aqui, mas elas estão disponiveis no post do ano passado.

Paris - 11/2012: Arvore de Natal das Galeries. 

                             Paris - 11/2012: Arvore de Natal das Galeries - feita pela Swarovski.


Paris - 11/2012: Até carruagem da Cinderela passou por la!


 Depois de mostrar as fotos natalinas, desejo à todos um otimo FELIZ NATAL!!! 

20 de dezembro de 2012

20-12-2012

Ano passado lancei um desafio no dia 20-11-2011 e deveria mostrar os resultados hoje, dia 20-12-2012.
Confesso que não me investi muito no desafio (tirar fotos de pessoas com baguettes e mostrar como eles as carregam) e não tenho muitas fotos interessantes.
Na verdade tinha vergonha de tirar foto na cara da pessoa ...

Aqui vão as poucas fotos dignas de se apresentar:

Paris - 07/2012: Familia atancando uma baguette (com mão suja e tudo) na frente do Arco do Triunfo.


Versailles - 01/2012: Mulher jogando lixo e segurando baguette ao mesmo tempo, sem nenhuma proteção!

Voilà, as fotos estão um tanto decepcionantes e longe de mostrar a realidade sobre o tratamento dado às pobres baguettes.

Talvez este seja o ultimo post do Chocolatine ... se o mundo for realmente acabar amanhã (previsão Maia : fim do mundo 21-12-2012)!

16 de dezembro de 2012

25 Challenge: #7 Cambodia - Parte I

Estava esperando um momento mais calmo para preparar o post do Cambodia. Finalmente consegui terminar o primeiro de uma série de posts sobre esse pequeno país, esquecido no meio do planeta, mas com tanta história para contar.

Para entrar no clima da viagem, a música que nos inspirou foi essa (detalhe para o refrão):


O Cambodia fica na península da Indochina, entre Tailândia, Laos e Vietnã. Tem 15 milhões de habitantes, falam a língua khmer e são 95% budistas. O país é pobre, depende do Vietnã para ter eletricidade, da Tailândia para comida, a moeda comum de troca é o dollar e a moeda local (riel) não é muito usada.
O governo é regido por uma monarquia constitucional. O rei é o REI e é melhor não discordar publicamente dele e de suas decisões.

Fonte: Google Maps.

Kambuj (nome antigo do Cambodia) foi fundado no ano 802 por Jayavarma II que se autoproclamou rei do Império Khmer, que foi por 600 anos a grande potência do sudeste da Asia. Foi nesse período que magníficos templos (e cidades inteiras) foram construídos, contribuindo para a expansão do hinduísmo e depois do budismo.

No século XV o império Khmer de Angkor foi destruído pelos thais e Ayutthaia se tornou a nova potência da região. A partir de então o Cambodia viveu à mercê dos países vizinhos e foi colonizado pela França entre 1863 e 1953, por causa de um acordo com a Tailândia. A independência do Cambodia foi consquistada em 1953, graças ao rei que decidiu se livrar da França.

A Guerra do Vietnã acabou atingindo o Cambodia e contribui para a implantação do Khmer Vermelho (tomada da capital em 1975), um governo socialista, que tocou o terror no país.

Decidimos visitar somente Siem Reap (por falta de tempo e dinheiro), a cidade que abriga a maravilhosa cidade de templos Khmet e o famoso Angkor Wat (templo cidade ou cidade templo).


Siem Reap - 05/2012: Angkor Wat.

Estrangeiros precisam de visto para entrar no Cambodia, mas não há nenhum problema nem burocracia para obtê-lo. Basta pagar 20 dólares e no aeroporto mesmo eles fazem seu visto. O processo é até engraçado e dá para entender que o único objetivo é tirar dinheiro dos turistas.

Quando você desembarca, vai para uma salinha onde tem uns 7 caras enfileirados atrás de um balcão. Você dá o passaporte para o primeiro, que verifica sua cara. O segundo verifica seu nome, o terceiro preenche o papel do visto, o quarto cola e grampeia ele no passaporte, o quinto pega seus 20 dólares, o sexto dá uma carimbada e o sétimo pega sua fota e digitais. E pronto, você pode ficar 30 dias no Cambodia! Os USA devem morrer quando vêem esse tipo de controle.

Para ver a seriedade do povo, um dos caras que fazem o visto estava com facebook aberto – consegui ver por causa do reflexo no espelho atrás dele ... nem para disfarçar!

Depois de ter passado uma semana na Tailândia, estávamos preparados para todo tipo de enganção turística. Chegamos à noite no aeroporto e como eletricidade é cara, as ruas são pouco ou não são iluminadas. Como não estávamos com paciência para encotrar ônibus (se é que havia um – de acordo com o pessoal do aeroporto não tinha), fomos pedir um táxi.

Não foi nenhuma surpresa descobrir que o preço do táxi era fixo. Eram 5 dólares e acabamos pagando. Acontece que o motorista era muito legal e bavard (pessoa que fala muito) – e esperto. Durante o trajeto ele apresentou seu país (my country, como ele dizia), como se fosse um guia turístico.

No final do trajeto ele propôs de nos acompanhar o dia inteiro da nossa visita por Angkor, por 30 dólares o dia. Tínhamos lido nos guias que para ir para Angkor e visitar os diferentes templos não dava para ir andando (e não dá mesmo, é gigantesco – e olha que eu não sou preguiçosa para andar ...), que tinha que pegar o tuk-tuk.

Como o carro dele tinha ar condicionado, ele dava água e era simpático, decidimos deixar o Chok (nome dele) nos guiar. E ficamos muito contentes com a prestação!

No primeiro dia de visita ao complexo de templos, Chok nos disse para não visitar Angkor em primeiro lugar (ahhhh mas eu queria tanto – era o momento mais esperado da viagem!), pois há muitos turistas, que como nós querem ver Angkor primeiro. Além disso, não era bom para tirarmos fotos, pois estaríamos bem na frente do sol. Chok esperto!

Antes de descrever cada templo visitado, quero falar sobre a história dessa maravilha, que me encantou e que me arrepia só de pensar ... como humanos são capazes de fazer coisas esplendorosas que duram para a posteridade.

O Parque Arqueológico de Angkor é patrimônio da Unesco e tem cerca de 400 Km² de área. A região foi capital do império Khmer entre os séculos IX et XV e continha vários templos e um sistema de irrigação complexo, com vários canais e reservatórios.


Foto aerea Angkor - Fonte: WikiCommons


A construção das cidades pode ser dividida em quatro etapas. A primeira cidade foi construída pelo fundador do Camboja (por volta de 880) e as ruinas de alguns templos da época sobreviveram.

A segunda capital de Angkor foi criada por Rajendravarman (960), ele também é responsável pela construção do templo Bantlei Srei, também conhecido como templo das mulheres.

A terceira capital, Baphuon, foi contruída por volta de 1050, mas o apogeu do império ocorreu no reinado de Suryavarman II. Foi ele o responsável pela construção de Angkor Wat.
Com a morte dele em 1150 e com pressões externas, Angkor é atacado pelos chams em 1173 e começa o declínio dos khmers.


Angkor começou a ficar conhecido no ocidente, depois da publicação dos diarios de um francês que contou sua viagem no local. Dizem que foi ele que descobriu Angkor, mas como no caso de Cristovão Colombo, ele descobriu Angkor para os europeus, pois os khmers ja conheciam o lugar ha tempos.

Nos proximos posts mostrarei os templos que visitei com um pouco da historia de cada um. Esse so foi uma introdução!

9 de dezembro de 2012

United Buddy Bears


Há algumas semanas eu estava passeando pelo Champ de Mars (onde fica a Torre Eiffel, em Paris) e havia uma exposição comemorativa dos 25 anos do pacto de amizade Paris-Berlim.


Paris - 11/2012: Ursinhos Unidos da ONU.

Eles colocaram vários ursos (os United Buddy Bears – Ursinhos Unidos) de cada lado do Champ de Mars (perto da torre, atravessando a rua) representando cada país reconhecido pela ONU. São ao todo 140 ursos de 2 metros de altura e eles foram decorados por artistas e deveriam representar um pouco do país ao qual faziam referência.


                                                        Paris - 11/2012: Ursinhos Unidos de diversos paises no Champ de Mars.

O objetivo da exposição é levar a paz entre as nações e os ursos, de braços levantados indicam que estamos todos juntos, de mãos dadas, idependentemente da raça ou cultura.

Achei interessante a iniciativa e gostei das pinturas dos ursos, mostrando (ou não) um pouco da faceta de cada país. Infelizmente a exposição terminou dia 18/11.

O urso brasileiro estava fantasiado de índio e na sua barriga pintaram índios jogando futebol. Não gostei da representação. Estava esperando mais verde-amarelo e um pouco de natureza. Temos outros clichês além de indio e futebol. Por que não colocar Iguaçu, Rio de Janeiro, os Pampas, as praias. Ilustrar um pouco de cada região brasileira teria sido mais interessante que perpetuar os esteriótipos de índio, carnaval e futebol.

                                                             Paris - 11/2012: Ursinhos Brasileiro.


                                              Paris - 11/2012: Ursinho eslovaco decorado nas costas.


                                                       Paris - 11/2012: Ursinhos Russo e Inglês.


                                                                     Paris - 11/2012: Ursinho bonachão.


                                                             Paris - 11/2012: Ursinhos bem decorados.


                                                                        Paris - 11/2012: Ursinho Irlandês e Aladim.


Paris - 11/2012: Ursinhos e Torre Eiffel piscando.