31 de agosto de 2013

Dubrovnik: a cidade de contos de fada

… da série Férias de verão Agosto 2012

Era uma vez um vilarejo muito formoso que fora fundado no século sétimo por gregos ou bizantinos. Ainda hoje a origem desse vilarejo é um mistério para a população local, talvez ele tenha sido criado por deuses, só isso explicaria tamanha beleza.

                                                  Dubrovinik – 08/2012: Cidade fortificada vista do alto.

A vida nessa cidade encantada não foi sempre um mar de rosas. Entre os anos 1205 e 1358 os venezianos tinham o poder da cidade e cobravam tributos altíssimos dos habitantes.


A partir de 1358 o povo retoma seu poder e Ragusa, nosso querido vilarejo, é um estado independente e feliz até que ele, o temível Napoleão (quem outro se não ele), toma o poder da cidade em 1806, deixando-a sob o império francês até o ano de 1814.

                           Dubrovnik – 08/2012: Porta de entrada (Porta Pile) de Ragusa (como a cidade é chamada pelos locais).

Dubrovnik – 08/2012: Detalhe de São Bra's, padroeiro de Ragusa curador das dores de garganta.

Então é a vez do império autro-húngaro chegar todo armado e tomar posse de Ragusa, ficando por lá mais de cem anos. Nossa bela Ragusa sofreu alguns bons anos, também pudera, sua localização e seu porto magnífico eram um atrativo enorme na Dalmácia. Controlar Ragusa, significava tomar conta do comércio no mar adriático. Sendo uma das mais belas cidades medievais do mundo, é de se esperar que ela seja cobiçada por muitos reinos e impérios.

Dubrovnik – 08/2012: Porto de Dubrovnik , fortificações à esquerda e cidade nova à direita.

 Dubrovnik – 08/2012: Porto de Dubrovnik  visto das fortificações e torre do convento dos dominicanos em primeiro plano.

O império austro-húngaro controlou a região por mais cem anos. Apesar do controle, a República da Dalmácia foi fundada e alguns partidos políticos e nacionais coexistiam.

Em 1918 é a vez do Reino da Yugoslávia tomar conta da Croácia. Ali ficaram até 1991 quando o povo já cansado de tanta opressão e controle resolve declarar sua independência e criar a República da Croácia.


A bela Dubrovinik, por ser tão estratégica, não saiu ilesa desse evento e foi bombardeada pela Yuguslávia. Sua população foi massacrada e suas fortificações muito destruídas.

Dubrovnik – 08/2012: Dos seus quatro lados, três são cercados pelo mar. As muralhas são uma defesa importante da cidade. Canhão apontando para o mar.

 
Dubrovnik – 08/2012: Parte do porto visto das muralhas.

Dubrovnik – 08/2012: Forte Bokar (à esquerda) e Forte Lovrijenac (à direita).

A comunidade internacional ficou com pena depois de tanta destruição e resolveu ajudar Dubrovinik a reconstruir sua antiga cidade. Hoje a cidade é classificada como patrimonio mundial da UNESCO.


Dubrovinik (ou Ragusa) é uma cidade encantadora e de encher os olhos:

Dubrovnik – 08/2012: Fonte de agua (Fonte Onofre -1438) na entrada da cidade antiga.

Dubrovnik – 08/2012: Stradun - rua principal de Ragusa, criada no século XII e que abrigava varios palacios até o seismo de 1667.


Dubrovnik – 08/2012: Monastério dos Franciscanos à esquerda (torre) e torre da Loggia ao fundo. Stradun vista do alto.

Dubrovnik – 08/2012: Igreja São Bra's. Construida em 1715 no melhor estilo barroco italiano.

Dubrovnik – 08/2012: Altar da igreja São Bras..

Dubrovnik – 08/2012: Estatua de São Bra's em prata que sobreviveu ao seismo de 1667. Na mão esquerda do santo ha' uma maquete de Dubrovnik antes do terremoto.

Dubrovnik – 08/2012: Praça da Loggia - Da esquerda para a direita: Palacio Sponza (1516-1521), Torre de guarda (XV) e Torre do relogio (1444).

Dubrovnik – 08/2012: Praça da Loggia ao fundo e Palacio do reitor à direita (XV).

Dubrovnik – 08/2012: Fachada do Palacio do Reitor (século XV) de estilo gotico renascentista. Até 1808 o reitor que governava Dubrovnik morava nesse edificio. Hoje, em seu inteirior ha o museu da cidade de Dubrovnik.

Dubrovnik – 08/2012: Rua da cidade vista da muralha.

Dubrovnik – 08/2012: Ruela verdejante.

Dubrovnik – 08/2012: Ruela e igrejinha ao fundo.

Dubrovnik – 08/2012: Interior do Convento dos Dominicanos (século XIV).

Dubrovnik – 08/2012: Reliquias do museu. Detalhe para os cérebros guardados como reliquia. Um deles é de São Tomas de Aquilino.


Dubrovnik – 08/2012: Interior do Convento - agradavel e fresquinho. Ajudava a suportar o calor de 40°C que fazia la fora e do sol que refletia nas pedras claras da cidade.

Dubrovnik – 08/2012: Escultura moderna de Maria e Jesus que estava na igreja do convento.

                                                               Dubrovnik – 08/2012: Fortificação e mar.


                                                           Dubrovnik – 08/2012: Bandeira da Croacia e muralha.

Dubrovnik – 08/2012: Lokrun, ilha proxima à Dubrovnik (15 ou 20 min de barco e com praias interessantes!).

Dubrovnik – 08/2012: Algumas ruinas na ilha de Lokrun.


Dubrovnik – 08/2012: Entrada de mar dentro da ilha, formando uma piscina de aguas claras ( e cheia de pedregulhos no fundo).


Dubrovnik – 08/2012: Praia de aguas cristalinas de Lokrum.

Dubrovnik – 08/2012: Costa Croata vista da ilha.

Dubrovnik – 08/2012: Pôr-do-sol visto do cruzeiro para terminar o dia de descobertas!

28 de agosto de 2013

30 Memórias dos 30 (19)

No meu último ano de colégio a única coisa que me preocupava era estudar para o vestibular e entrar na universidade.

No primeiro dia de aula eles anunciaram o plano das salas. Fui feliz para minha sala, garanti meu lugar na primeira fileira, colada com a cara na lousa, para não perder nenhuma palavra dos professores (sim fui e ainda sou nerd).

Fiz amizades com pessoas novas, pois eu fora separada da minha panelinha de nerds. Até aí problema nenhum, pois pessoas simpáticas sempre existem e eu gostava de fazer novas amizades.

Uma, duas semanas se passaram. O pessoal da sala começou a se enturmar e com isso veio a bagunça. Eu preocupada que era com meus estudos e sabia que eles dependiam de uma boa aula, não gostei da situação da sala.

Fui falar com a diretora e pedi para mudar de sala. Falei que aquela bagunça prejudicaria meu desempenho e que poderia resultar no meu fracasso no vestibular e que as estatísticas do colégio baixariam com menos uma pessoa na universidade pública. Ela tomou nota e mandou eu passear.

Passou mais uma semana e nada. Como aos domingos eu frequentava a missa do colégio e era amiguinha do padre, falei com ele sobre o assunto.

Não sei se ele deu um empurrão, mas na semana seguinte me mudaram de sala, fui para a sala dos meus amiguinhos nerds e fiquei feliz por ter aulas de qualidade, em silêncio.

Fiquei sabendo um ou dois dias depois, que o pessoal da minha antiga sala queria me bater e que se eu não ficasse esperta, eles iam me pegar na entrada ou saída do período escolar.

Hahahaha, quando lembro disso dou risada, um bando de crianças!

24 de agosto de 2013

Paris: Ïle aux cygnes e ponte de Bir-Hakeim

Em julho, a região parisiense passou por uma onda de calor que nos fez um bem imenso. Raios de sol quentinhos para nos fazer transpirar não faltavam. Foi muito agradável passear pelas ruas da cidade luz, iluminada pelo astro sol.

Mais agradável ainda explorar novos lugares da cidade. Em um dos meus passeios, acabei conhecendo a Ilha de cisnes (Île aux cignes), um pedacinho de parque perdido no meio do rio Sena, entre duas pontes.

A ilha artificial, que é na verdade um dique, foi criada em 1827. Hoje ela está entre as pontes Bir-Hakeim e Grenelle. Ela abriga 322 árvores de 61 espécies diferentes.
De cada lado da ilha há bancos para descansar e observar a paisagem sob a sombra de várias árvores.

Paris - 07/2013: Arvores da beira da Ile aux Cygnes.

Paris - 07/2013: Vista da Torre Eiffel e do Sena.

Paris - 07/2013: Ile aux cygnes passando embaixo da ponte. Da para perceber que o dique é bem fininho. Tem por volta de 11 metros de largura.

Ela é acessível pelos metrôs Passy e Bir-Hakeim, a ponte que dá acesso é uma visita por si só (criada para a exposição universal de 1878).

Fonte: Google Maps.

Nela pedestres, carros e metrô circulam em níveis diferentes. A arquitetura da ponte é imponente com as inúmeras colunas paralelas e a vista da torre Eiffel, como sempre, muito bonita.

Paris - 07/2013: Ponte de Bir-Hakeim vista dos pedestres. Dos lados passam carros e em cima o trem do metrô.

Paris - 07/2013: Torre Eiffel vista da ponte Bir-Hakeim e lustre da belle époque.


Paris - 07/2013: Monumento à batalha de Bir-Hakeim, construido na ponte.

Paris - 07/2013: Cavaleiro galopante desafiando a torre (talvez ele seja um Dom Quixote e pensa que a torre é um gigante ...).

Paris - 07/2013: Mais ponte, vista da lateral.

Paris - 07/2013: Por fim, ponte com o metrô, para não perder a poesia da paisagem!!

21 de agosto de 2013

30 Memórias dos 30 (18)

Depois de toda a alegria do trote na universidade, o primeiro dia de aula chegara.

Acordei cedinho (como acordaria pelos próximos 5 anos), peguei o metrô e ônibus, desci no ponto e caminhei em direção daquele prédio circular alaranjado, o vulgo cirquinho.

A bixarada estava toda lá, com cara de sono, mas ao mesmo tempo empolgada. Alguns encontrando velhos amigos do colégio e cursinho, outros perdidos, olhando para o infinito.

Chamaram a gente para o anfiteatro amarelo, Antônio Ermínio de Morais estava lá, para falar umas coisas na nossa aula inaugural. Não me lembro nadica do que ele disse.

A única coisa que me vem à mente quando penso no primeiro dia de aula é a música que colocaram para tocar no final :



Nossa, tive até vontade de chorar. Entrar na universidade era um objetivo de vida. As noites das semanas e os finais de semana estudando valeram enfim à pena. Todo o sacrifício para entrar foi apaziguado com a canção, meu futuro estava traçado, eu seria uma campeã …

Mal sabia eu que entrar na univerdade seria a parte mais fácil de tudo o que estava por vir (antes eu podia dormir à noite). Foi uma boa alegria e satisfação, mas ela durou pouco, na primeira prova já vi o que me aguardava pelos próximos anos … a universidade foi igual jogo de vídeo-game, cada phase (ano) era mais difícil e no final tinha o vilão que precisava ser derrubado (projeto de formatura).


Bons tempos, mas sofríveis …

17 de agosto de 2013

Ancona: a ocre


Ancona foi a primeira destinação do cruzeiro. A cidade fica na Ítalia e é o maior porto do mar adriático.

Ela foi fundada no século quatro antes de Cristo. Ainda restam alguns monumentos da época de Trajano (115 D.C.), como o arco que leva o nome do imperador.

Ancona - 08/2012: Arco de Trajano, resquicio da época greco-romana.

Ancona vem da palavra grega cotovelo e seu nome foi atribuído por causa de sua geografia (veja detalhe no google maps).

Ancona - Fonte: Google Maps.

O comércio foi e é a principal atividade da cidade por causa do porto natural. Ela recebe vários turistas, principalmente os de cruzeiros.

A cidade antiga fica entre o porto e o alto do monte Conero. Ela tem uma arquitetura medieval com ruas estreitas e cobertas de pedra (o que é bem agradável no verão). Nos séculos 14 e 15 Ancona prosperou bastante graças ao título de estado papal. Nessa época, vários monumentos de estilo veneziano e italiano foram contruídos.

Achei a cidade charmosinha, senti que ela tinha uma mistura de grega com italiana, o que é bem explicado pela sua própria história. Na minha cabeça, quando lembro de Ancona vem a cor ocre. As casas e prédios têm muros nessa cor alaranjada que é acentuada pelos raios do sol.

Em metade de um dia é possível visitar a cidade. A fortaleza (Lazzaretto) e a igreja São Cyriacos são a ver. O mais gostoso mesmo foi passear a esmo pelas ruas e descobrir um monumento em cada rua ou praça escondida.

Como dizem que uma imagem vale mais que mil palavras, seguem algumas fotos dessa nossa primeira destinação italiana do cruzeiro.

  Ancona - 08/2012: Catedral à esquerda e porto à direita. Cidade nova ao fundo.


Ancona - 08/2012: Fachada da igreja São Cyruacus. 

Ancona - 08/2012: Detalhe de um dos leões da fachada da igreja esculpidos em marmore rosa.

Ancona - 08/2012: Igrejinha, no melhor estilo italiano (o do não terminado, ou feito pela metade) e lambreta (so faltava um italiano bonitão em cima dela). 

Ancona - 08/2012: Ruas estreitas de Ancona e prédios em tons de ocre e amarelo pastel.

Ancona - 08/2012: Arcadas na praça principal, perto de onde ocorriam os mercados de Marte (Mars dies - terça) e de Vênus (Veneres dies - sexta).

Ancona - 08/2012: Praça central de Ancona. 

Ancona - 08/2012: Fonte no melhor estilo italiano, para refrescar o povo. 

Ancona - 08/2012: Detalhe da fonte e os caras de fauno.

Ancona - 08/2012: Museu da cidade  (parece que é assim que se chama mesmo).


Ancona - 08/2012: Igreja São Domenico. 

Ancona - 08/2012: Teatro Municipal. 

Ancona - 08/2012: Um prédio de estilo veneziano. no centro da cidade.

Ancona - 08/2012: Fachada gotica da igreja Santo Agostinho. 

Ancona - 08/2012: Placa poética - Viva bem, viva são, viva sem sujeira urbana.


Ancona - 08/2012: Forte Lazzaretto - ilha artificial, criada para aumentar a segurança do porto. 

Ancona - 08/2012: Uma rua de Ancona. 

Ancona - 08/2012: Uma igrejinha de Ancona. Achei bonito o contraste da pedra clara e o azul do menino Jesus.

Ancona - 08/2012: Porto de Ancona visto do navio. 

Ancona - 08/2012: O porto e farol vermelho.